Cervejas artesanais – correções práticas

Brasão Família MachnaOlá cervejeiros de plantão!

EDIT: veja aqui uma postagem atualizada em 2019 sobre os novos métodos e processos.

Resolvi fazer aqui um post atualizado com nossas experiências práticas após a 11a brassagem, com vários acertos e alguns erros desde a 1a, para corrigir e acrescentar algumas informações repassadas no post anterior.

A primeira dica, como não poderia deixar de ser, é: se você tem vontade, não deixe de fazer cerveja porque falta material, falta local ou outras desculpas do tipo. Inicialmente faça do jeito que der, depois você vai aprimorando. E lembre-se de que é difícil acertar já na primeira brassagem, não desista!

Dito isso, vamos às correções e atualizações:

“O processo de fabricação de cerveja artesanal demanda aproximadamente 8 horas de trabalho”

Dissemos isso no post original, mas depois de otimizar os processos de filtragem e resfriamento, esse tempo caiu para aproximadamente 6 horas, descontando um pouco os tempos de brassagem e fervura que variam entre os estilos.

“Não temos expertise suficiente para dizer qual panela é melhor no longo prazo”

Por enquanto, após a 11a brassagem, podemos dizer que a panela original com alumínio fino ainda está em perfeito estado, como nova (até porque é tratada com cuidado, sempre é limpa imediatamente após o uso, etc).

Termômetro

Após diversas brassagens usando o termômetro de plástico na postagem original, resolvemos adquirir um termômetro digital com ponteira metálica, pois reage muito mais rápido às variações de temperatura e é bem mais preciso. Preço: 60,00 na BilBil (valor referente a Novembro/2015).

Densímetro e proveta

Para volumes perto de 20l finais, prefira densímetros e provetas pequenos (50mL), pois o volume de mosto perdido para testar a densidade será menor.

Chiller

Após as primeiras brassagens utilizando apenas gelo e o tanque, fizemos um teste utilizando um chiller feito de tubos de alumínio enrolados (não compramos pronto) e percebemos que o rendimento é ainda melhor. Mesmo assim, utilizamos o tanque com água até a metade e algumas barras de gelo para resfriar a lateral (menos da metade do processo anterior). Com o uso de não mais de 20l de água corrente, a temperatura caiu de uns 90 graus para cerca de 30 em pouco mais de 20 minutos. Vale a pena!

OBS: pagamos R$13 na barra com 6m de tubo de alumínio para fazer o chiller, mas como não achamos barra maior, foi feita uma emenda com uma conexão no meio (R$28,00) para perfazer 12m, mas o resultado ficou bem satisfatório e mais em conta que um chiller pronto (na BilBil em 08/12/2015, um chiller pronto custava R$130,00, enquanto o nosso deu um total de R$54,00).

Garrafas

Outra técnica que pode ser utilizada para economizar em garrafas é ser amigo de algum proprietário de loja de cervejas especiais. Normalmente as garrafas destes estabelecimentos são jogadas no lixo, então fale com ele para separar as garrafas em dias de maior movimento e vá pegar no final do expediente, assim você garante mais algumas unidades que não vão precisar ser compradas.

Receitas

Estamos utilizando atualmente o BeerSmith para fazer as receitas e cálculos, testamos outros programas mas não tivemos confiança e nem resultados satisfatórios. Ele é bem completo e complexo, mas depois que você aprende a mexer fica bem fácil.

Filtragem

Antes de mais nada, quero corrigir um mal entendido. A bomba utilizada é uma bomba de máquina de lavar roupa, não de aquário.
Dito isso… após utilizar a “traquitana” feita com os canos de PVC e a bomba, identificamos mais tarde que os furos entopem com facilidade e o cano acaba dilatando com a temperatura, fazendo as conexões se soltarem, então ultimamente temos utilizado apenas a bomba para puxar o líquido para a parte de cima da panela, sem escumadeira nem nada nessa etapa.

Lavagem

Ultimamente também não temos utilizado a bomba aqui, voltamos ao método tradicional de lavagem com jarra e escumadeira, mas no futuro pretendemos fazer um esquema com duas bombas: um para a lavagem (transferir a água quente da válvula de uma panela para o topo da outra com o mosto) e outra para sugar o mosto da parte de baixo, visto que o trub estará bem compacto e o mosto sai muito lentamente se deixado apenas pela ação da gravidade, principalmente nas weiss.

Resfriamento e transfega

Nas últimas brassagens temos seguido o procedimento tradicional, ou seja, o resfriamento na panela e depois a transfega para o balde, pois o metal da panela facilita muito o resfriamento (e também porque agora estamos usando o chiller). Há quem diga também que a oxigenação na transfega é melhor a frio do que a quente.

Fermentação

Já fizemos brassagens utilizando a técnica de starter para o fermento e também sem, jogando o pó direto no balde, e nossa ainda pequena experiência nos diz, contra qualquer artigo que você possa ler a respeito, que o starter não traz melhores resultados, pelo contrário.

Dry-hopping

Tentamos algumas poucas vezes utilizar essa técnica para acrescentar mais aroma ao produto final, porém não obtivamos muito sucesso, precisamos nos aprofundar mais no assunto e testar mais vezes.

Nossas brassagens

1- IPA
2- Stout
3- APA
4- Stout *
5- Stout *
6- (a confirmar)
7- Weiss
8- Weiss
9- American IPA
10- Outmeal Stout
11- Weiss

* Ainda não entendemos direito o motivo porque as stouts das brassagens 4 e 5 ficaram ruins, mas desconfiamos do clima (ainda não usamos controle de temperatura na fermentação) e/ou da utilização da técnica de starter para o fermento.

Por enquanto era isso. Estes posts serão sempre atualizados para levar a você nossas últimas experiências e novidades sobre a fabricação de cervejas artesanais!

Não deixe de visitar a página da Machna Beer no Facebook, nosso canal oficial, que é onde estaremos atualizando com maior frequência.

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