Resenha sobre Natal – RN – de 04 a 07/06/2014 – EDIT

Um ano após minha viagem para João Pessoa, eis que vai ao ar mais uma resenha aqui no Boxixo, desta vez contando minhas experiências em Natal – RN, neste feriadão de Corpus Christi. Como sempre, ela não terá uma ordem cronológica e sim agrupada por assunto, então, sem mais delongas, vamos aos fatos:

PREPARAÇÃO

A ideia básica era fazer alguma viagem ao Nordeste aproveitando o feriadão, já que no final do ano (reveillon) já desisti de viajar porque não tem mais condições e já expliquei isso por aqui. A época agora é baixa temporada e inverno, mas por aquelas bandas o inverno também é calor, afinal é verão o ano todo, e com baixa procura a tendência é haver redução de preços, e foi mais ou menos o que aconteceu.

Não fiz nenhum pacote por agência porque sempre achei que esses pacotes são a maior cilada, portanto fiz tudo separado e encaixei da maneira como foi possível. Peguei o aéreo pela Gol usando umas milhas que eu tinha sobrando, mas tive que completar com cash, saindo cerca de R$ 800,00 os dois trechos (ida e volta). Os horários de chegada e saída complicaram um pouco, porque de Curitiba para o nordeste não tem muita opção (e sempre tem conexão): a chegada seria às 01:30 de quinta-feira e o retorno às 02:45 de segunda (considerando o aeroporto de Natal), e outras datas e horários tornariam a viagem impraticável ou muito curta. Depois, consegui negociar com a proprietária de um flat no Marsallis Flat em Ponta Negra (destino favorito dos turistas que vão a Natal) para fazer o checkin às 00:01 de quinta e o checkout às 23:59 de domingo, contando apenas 4 diárias e adequando os horários dos voos. As quatro diárias saíram cerca de R$ 500,00, e considerando a localização e a estrutura do flat (ao menos em fotos) achei aceitável, apesar do café da manhã não ser incluso. Depois reservei alguns passeios com a agência BRTour, sendo que dei preferência a opções mais afastadas da capital (mais sobre isso mais adiante). Resolvi não alugar carro e ficar apenas pela região de Ponta Negra mesmo, já que é o núcleo do turismo da cidade.

Ainda assim, nessa época acredito que seja possível reservar apenas o aéreo (esse não tem jeito, reservei em Abril para Junho e os voos já estavam quase lotados), pois o que não falta é vaga em hotel e opções de passeios, pois são dezenas de hotéis e agências de turismo locais na região e talvez nem tivesse precisado reservar hotel e passeios com tanta antecedência.

CHEGADA

Mais uma vez fui do trabalho direto para o aeroporto utilizando a linha Aeroporto da rede integrada já não tão integrada assim ao custo de 3,30, pois o táxi com certeza sairia uns 100,00 (a volta foi a mesma coisa). O voo de saída de Curitiba foi às 18:10 de quarta-feira, com escala em Brasília e chegada em Natal às 01:30 de quinta-feira. ATENÇÃO: o aeroporto perto de Ponta Negra está FECHADO, o outro aeroporto fica em São Gonçalo do Amarante, região metropolitana da capital, e é MUITO mais longe (maldita politicagem). Sendo tão longe, já pensei que morreria no mínimo com R$100,00 de translado ao hotel, porém ao chegar você é assediado por diversas agências de “turismo” (entre aspas, pois roubam o serviço dos táxis) que cobram no máximo R$35,00 para fazer o trecho até Ponta Negra, e foi o que eu fiz, tendo chegado aproximadamente às 03:00 no hotel devido ao “descarrego” de outros passageiros no caminho.

OBS: No aeroporto de Curitiba existem lanchonetes e restaurantes mais em conta no “fundão” da praça de alimentação, uma delas que conta inclusive com uma boa variedade de cervejas e chopps especiais e artesanais (Way, Colorado, Schornstein e outras marcas consagradas) por preços justos.

O HOTEL
Na verdade, o quarto que peguei no Marsallis (309) é estilo flat, com apenas 1 peça mais banheiro e equipado com geladeira, microondas, fogão elétrico e apetrechos básicos de cozinha, mas conta com serviços de camareira igual um hotel comum (não sei se todos os quartos são assim). Muito espaçoso, cabem 3 pessoas tranquilo (uma baita cama de casal e uma box menor de solteiro), com guarda-roupas, TV e uma varanda com rede com vista oblíqua para o mar, a 3 quadras da praia, recepção 24 horas e piscina.

O café da manhã não era incluso, mas era servido na cobertura do hotel a um valor de 15,00 por pessoa (no meu caso). Depois de ter provado na quinta-feira, decidi comprar umas coisas em uma panificadora próxima e usar os apetrechos de cozinha para fazer meu próprio café da manhã, pois não achei que vale os 15,00 (talvez valha pela comodidade e para quem é mais preguiçoso).

Hotel interno

Vista interna do 309 do Marsallis

Hotel vista

Vista da varanda do quarto para Ponta Negra

Piscina do hotel

Vista da piscina na cobertura do hotel

PONTA NEGRA

Na quinta-feira resolvi tentar achar a agência e pagar o saldo devedor, mas tive uma certa dificuldade pois ela fica em uma galeria e estava fechada naquele horário. Aproveitei a ocasião para ir até o pé do Morro do Careca e conhecer a orla e as centenas de lojas, restaurantes, lanchonetes e quiosques do calçadão. Almocei em um restaurante típico chamado Oxente, onde provei a tradicional buchada de bode. Reparei uma quantidade imensa de pizzarias do estilo rodízio a preços módicos (15,00 por pessoa), várias paleterias (picolés ao estilo mexicano), lojas de conveniências (que raramente tinham o que eu precisava) e obviamente muitas lojas de artesanato locais.

Como a saída dos passeios era sempre às 07:30, relativamente cedo, e não tenho mais pique para varar a noite em claro, preferi não me aventurar muito longe, então conheci ainda apenas uma lanchonete da orla onde comi uma tapioca de camarão com queijo coalho excelente (único local que tinha cerveja Heineken de garrafa 600ml que achei na região), uma das diversas paleterias da cidade e também um restaurante e pizzaria chamado Páprika que fica a uma quadra do hotel, muito boa, com diversas opções de pratos e pizzas com massa fininha e opção de pizza média como porção individual com até dois sabores (recomendo). O Camarões, famoso restaurante de frutos do mar de Natal, fica do outro lado da avenida com relação à pizzaria, porém resolvi não ir porque já havia até enjoado de frutos do mar devido aos almoços durante os passeios.

Quanto a opções de atividades, na beira-mar propriamente dita achei apenas o chamado Sky Boarding, que é tipo uma prancha de surf adaptada com jatos d’água que o fazem subir e “surfar no ar”, porém não me aventurei. Não vi nenhuma outra atividade no local, mas tenho certeza que quem tiver interesse e for atrás vai encontrar.

Ponta Negra - Morro do Careca

Vista da base do Morro do Careca na orla de Ponta Negra

OS PASSEIOS

Como sempre, chegou a hora que todos estavam esperando…
Como são dezenas de alternativas para passeios na região, vou comentar apenas as três que preferi, que foram as que me levassem mais afastado de Natal:

Punaú e Maracajaú
Cerca de 60Km ao norte de Natal, Punaú resume-se a um hotel receptivo em uma propriedade particular (paga-se para entrar, mas o preço já estava incluso no pacote) que conta com um rio de baixa profundidade, um bar que serve bebidas e porções, e algumas opções de atividades no local como tirolesa, passeio de buggy ou quadriciclo e também caiaque. Como são diversas agências que fazem os passeios quase ao mesmo tempo, a hora que eu cheguei os buggys e quadriciclos já estavam todos reservados, então não cheguei nem a ver o preço, e não tive interesse de fazer a tirolesa (se não me engano era 5,00 por descida, com apenas alguns segundos de queda até cair de bunda no riacho lá embaixo). Ótimo lugar para fotos.

Punaú 1

Vista geral de Punaú com o receptivo

Punaú 2

É nóis em Punaú kkk

Punaú 3

Tirolesa em Punaú

Já Maracajaú é bem semelhante a Maragogi: flutuação com snorkel (com opção de mergulho com cilindro) e avistamento de peixes ornamentais próximo à barreira de corais (7Km mar adentro). No receptivo, que é em um hotel da região, você escolhe o almoço antes do passeio e ao voltar já está pronto. Achei meio estranho porque o local do mergulho é, ou estava, muito fundo (cerca de 3m), e com correnteza, o que prejudicou a permanência na água, pelo menos no meu caso. Felizmente levei uma GoPro com kit à prova d’água e consegui registrar alguns momentos, que pretendo divulgar por aqui assim que eu fizer a edição do vídeo você pode conferir logo abaixo:

 

Flutuação em Maracajaú – RN

A água também não é tão limpa como em Maragogi. No catamarã tem uma churrasqueira com espetinhos, porém é bom correr para garantir o seu, porque devido ao grande volume de pessoas no local de mergulho (outro ponto negativo do passeio) as opções acabam rápido. Paguei 5,00 no espetinho, uns 5 também na cerveja à bordo, 70,00 no prato de lagosta individual no restaurante (porção individual, o completo é 120,00, mas mesmo a porção individual era bem servida) e 90,00 no translado já incluindo o barco e o snorkel (parte da agência).

Maracajaú 1

Receptivo em Maracajaú com vista para o embarque na praia

Maracajaú 2

Pessoal fazendo a flutuação próximo aos recifes

OBS: Depois fiquei sabendo que o passeio para os parrachos de Perobas é parecido, mas com profundidade muito menor, então se puder escolher faça esse outro, pois me pareceu ser mais proveitoso.

Galinhos
Situado a 200Km de Natal, o local é completamente inóspito, possui apenas um vilarejo onde é servido o almoço no restaurante da Dona Irene e inclui passeio de barco até a localidade próxima às salinas e às dunas de areia fofa, onde também tem a opção de passeio de buggy (segundo o guia, um dos mais baratos do nordeste, já que o buggy com até 4 pessoas sai por 120,00), o qual acabei fazendo porque consegui me juntar à uma família de 3 pessoas e recomendo (pretendo divulgar os vídeos mais tarde). No local também existem centenas de geradores eólicos, pois o estado é o maior produtor do país nesse tipo de energia. Depois, a parada para almoço, que consiste em um buffet livre a 30,00 por pessoa e inclui uma comidinha caseira (mas nada muito surpreendente), e mais adiante a ida ao vilarejo, onde é sugerido um passeio de charrete puxada a burro, jumento ou cavalo que custa 7,50 por pessoa. Este passeio me custou 70,00 o translado incluindo o barco, e é bem interessante.

Galinhos 1

Chegando em Galinhos

Galinhos 2

Barcos para o translado nos braços de mar

Galinhos 3

Salinas na região de Galinhos

Galinhos 4

Amostra das pedras de sal extraídas das salinas, sem iodo e puras

Galinhos 5

Passeio de buggy nas dunas

Galinhos 6

Rastros na areia…

 
EDIT

Passeio de buggy (se preferir, mude a resolução para 1080p)

DICA: a primeira parte do passeio, que é nas dunas com banho de mar e a opção do buggy, é em um local com ZERO de sombra, portanto prepare-se com bastante protetor solar, pois o calor é intenso e não há onde se proteger exceto ficando no barco.

Pipa com Cajueiro
Este foi o mais barato de todos, por apenas 35,00 por pessoa, e incluiu inicialmente uma passada pela chamada Barreira do Inferno, que é um centro de pesquisas aeroespaciais e onde foram realizados os primeiros lançamentos de foguetes do Brasil na década de 60, passando pelo maior cajueiro do mundo (registrado pelo Guinness), mas que nessa época não está em produção, e seguindo para o complexo da Pipa, onde houve visitação e parada para foto em diversas praias e incluiu ainda o passeio de barco pela praia dos golfinhos (que infelizmente estavam “de férias” no dia pois nenhum foi observado), nos manguezais da região e ainda uma parada nos bancos de areia da lagoa Guaraíras (ainda em Tibau do Sul), onde o barco de apoio contava com comes e bebes (espetinhos assados na hora, cervejas, caipiras, etc). Aqui também a reserva do almoço poderia ser feita antecipadamente para consumo após o passeio, para não perder tempo, e foi o que eu fiz. Mais tarde houve uma parada nas falésias da Cacimbinha e depois a visitação à praia central de Pipa, com parada de 2 horas livres para fazer o que quiser. Depois, já no retorno a Natal, uma pequena parada para fotos nas falésias próximas à praia do Amor.

Barreira do Inferno

Interior do museu da Barreira do Inferno

Maior cajueiro do mundo

Maior cajueiro do mundo

Garça Azul

Garça azul, ainda avistada na região de Tibau do Sul mas ameaçada de extinção

Cacimbinha

Falésias da Cacimbinha

Praia do Amor

Vista para a Praia do Amor

DICA 1: nesta opção, nenhum dos passeios está incluso, então você não é obrigado a seguir a indicação dos guias. Se preferir, deixe para fazer o passeio de barco e o almoço em Pipa e não em Tibau, pois há muito mais opções e é bem possível que você consiga mais barato, só cuide com o horário de saída da van. O passeio de lancha que fiz custou 40,00 e o almoço outros 40,00.

DICA 2: conforme já comentei na resenha sobre João Pessoa, existe uma opção de passeio de barco que cobre o litoral entre a Pipa e Tibau que é all inclusive, porém, segundo meu amigo Helder, morador de João Pessoa há 1 ano e meio e que também esteve na Pipa nesse dia, o barco estava em manutenção e não estava operacional, mas essa não é uma opção para quem vem de van de Natal, pois o barco sai de Pipa às 12:30 e volta apenas após o pôr-do-sol (a van vai embora bem antes), mas é uma ótima alternativa aos passeios de lancha para quem for à Pipa sem obrigação de horário (maiores informações podem ser obtidas no restaurante Caxangá em Pipa, pois é de lá que saem esses passeios).

OBS: Durante a parada nos bancos de areia na lagoa, houve uma “invasão” de bagrinhos atrás de alimento, e tive a oportunidade de filma-los com a GoPro, vídeo que estará no ar assim que conseguir edita-lo você pode conferir logo abaixo:

 

Peixes na lagoa Guaraíras (se preferir, mude a resolução para 1080p)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

– Não sei se o ano todo, mas em Natal choveu consideravelmente enquanto estive lá, principalmente de manhã cedo e na boca da noite. Felizmente preferi passeios mais distantes, onde o tempo estava bom;

– No dia do passeio à Pipa havia uma pessoa na van que estava com o pé quebrado devido a um assalto à mão armada que ele havia sofrido dias antes na Ponta Negra às 7 horas da noite. Felizmente apenas roubaram seu celular (o pé quebrado se deu devido ao susto e a um mau jeito), mas ainda assim fica a dica, todo cuidado é pouco, pois a Ponta Negra fica próximo à uma comunidade favela de Natal;

– Devido à quantidade de locais voltados ao artesanato, fica difícil recomendar um. Os guias nos levaram a um complexo razoavelmente grande de lojas próximo à ponte da entrada da cidade (Ponte Newton Navarro) que é relativamente completo, mas há outro também na orla de Ponta Negra e outro na rápida (Vilarte Shopping do Artesanato), se estiver hopedado em Ponta Negra e preferir opções mais próximas;

– Uma menção honrosa à qualidade da rede 3G da TIM na capital e nos locais que visitei, pois só não consegui sinal nos locais mais remotos de Galinhos; no mais, sinal de qualidade e relativamente rápido. Já o wi-fi do hotel deixou a desejar pois estava mais instável que o 3G, mas ainda assim utilizável para baixar vídeos e outros serviços mais pesados;

– Ao todo gastei cerca de 2200,00 nos 4 dias de estadia, incluindo o aéreo, hospedagem, agência e passeios contratados na hora, alimentação, etc, o que é bem razoável devido à região, estrutura, distâncias e diversão envolvidos.

EDIT
– Esqueci de comentar no post original que em Ponta Negra você não vai achar supermercados e coisas do gênero, mas apenas uma panificadora e algumas lojas de conveniências que nem sempre têm o que você precisa, então, se for ficar em um flat e sem carro (meu caso), esteja preparado para o improviso.

Gráfico de custos

E ficamos mais uma vez por aqui, e mais uma vez desejando que venham muito mais resenhas como essa. Fiquem agora com algumas fotos aleatórias da cidade que tirei durante minha estadia e que não se encaixaram nos itens acima, e em breve postarei os vídeos de Maracajaú, Galinhos e Pipa!

Ponte Newton Navarro

Ponte Newton Navarro

Geradores eólicos

Pequeno trecho de um dos muitos parques eólicos do norte do RN

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