Cerveja e os tais “cerais não maltados”

Copo cervejaResolvi engrossar o coro das páginas da interwebs por aí que falam sobre o que são os tais “cereais não maltados” adicionado às cervejas mainstream brasileiras, e também de outros países, e fazer um pequeno compilado de links sobre o assunto que esclarecem de uma vez por todas as dúvidas sobre o assunto.

Aproveito para postar uma imagem bem interessante do site clicrbs sobre o processo de fabricação da cerveja (que deve ser padrão para a maioria, até as artesanais), e no final tem minha opinião pessoal sobre o assunto, depois de ter “me acostumado” a tomar cervejas mais amargas e passar a consumir as cervejas artesanais nacionais e importadas.

O QUE É ESSE TAL DE CEREAL NÃO MALTADO?

Cervejas brasileiras podem conter até 45% de milho em sua fórmula

Processo da cerveja

Opinião pessoal: Antes de mais nada, vamos falar da Tekpix da lei da pureza alemã, como bem ressalta o clicrbs no final da matéria:

“Água pura, malte e lúpulo: são esses os únicos ingredientes aceitos pela Reinheitsgebot, a Lei da Pureza da Cerveja, instituída na Baviera, região sul da Alemanha, em 1516.”

A questão é que as cervejas de “puro malte” geralmente possuem baixa drinkability, que é o termo usado para definir o quanto uma cerveja é “bebível” em quantidade. Daí surgem 2 vertentes de paladares, estilos e bolsos: uma, que prefere cervejas menos encorpadas e com maior drinkability para encher a cara no churrascão, não causando o “efeito baiacu” (estufamento) e com teor alcoólico geralmente baixo (até uns 5% GL), e que também são mais baratas, que são as cervejas tradicionais do mercado. Outra, que prefere cervejas mais encorpadas, mesmo que com drinkability mais baixa, com graduação alcoólica mais elevada (geralmente passando dos 5% até os 13%) e preços também mais altos, que leva em conta a máxima “beba menos, beba melhor” (que nem sempre é verdade) dos apreciadores de cervejas artesanais.

Quem está certo e quem está errado? Considerando a lei da pureza alemã, é óbvio que adicionar cereais não maltados transforma a bebida em qualquer coisa menos “cerveja” na concepção da palavra (igual às famigeradas “cervejas sem álcool, que para mim podem ser qualquer coisa menos cerveja). Porém, como já abordado acima, não faz com que seja uma bebida de menor qualidade, e sim transforma em outra bebida, que tem centenas de milhares de adeptos, especialmente no Brasil, que é considerado um país tropical. Ou seja, não tem certo e errado. Se você gosta de tomar cerveja em quantidade e não liga muito para paladar, seja feliz com as cervejas com cereais não maltados. Se você não abre mão do prazer de degustar uma cerveja para saborear o produto e pode pagar por isso, seja feliz igualmente. E também, se não quiser ser nem de um lado nem do outro, compartilhando com a galera as cervejas tradicionais no churrascão e de vez em quando degustar um produto de maior qualidade, ótimo também. O problema é vender um produto sendo outro, e isso sim é errado.

* Todos os direitos de imagem, links e trechos das matérias pertencem aos seus respectivos donos.

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  1. Pingback: Cervejas artesanais – guia de fabricação | Blog do Boxixo

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