Por que os homens procuram a zona?

Quem é do sexo masculino, está lendo este post e nunca foi na zona que atire a primeira pedra. Ou, se nunca foi, conhece alguém que foi ou já foi convidado por algum amigo putanheiro que já foi. Enfim, o tema é polêmico, é o pomo da discórdia das esposas, noivas, namoradas e afins, e a alegria do macharedo em geral, sejam eles solteiros ou casados (até porque, segundo o dito popular, “cavalo amarrado também come capim”).

Recebi um texto esses dias indicado pelo Marcelo Sandro por um leitor do blog falando a respeito do que os “machos alfa” desejam quando vão na zona e resolvi analisar e publicar aqui. O link é esse aqui, e você confere na íntegra abaixo. Mais abaixo algumas considerações deste que lhes escreve.

ATENÇÃO: comigo é no popular, então este post contém termos bem conhecidos para facilitar o entendimento. Estejam avisados.

Por Danilo Barba

Aos quarenta do segundo tempo de uma bebedeira entre amigos tem sempre aquele cara que vai levantar a questão: “e aí, vamos no puteiro?”. Enquanto os comprometidos protestam ou choramingam, os bêbados já estão quase dormindo na mesa — mas os putanheiros da turma estão sempre dispostos a dar um pulo lá nas primas. E ai de quem arregar ou entregar a galera!

Mas será que na era do Tinder, WhatsApp e do sexo mais fácil, barato e prático do que nunca, ainda vale a pena pagar pra transar com alguém? Afinal de contas, o que os caras realmente procuram quando vão pra zona?

1)- Show bizarro
Para agradar todos os gostos, é preciso se parecer com eles. Não é à toa que as prostitutas fazem uma verdadeira “salada” de lingeries misturadas sem o menor bom gosto. Afinal, homem só quer meter e pronto, certo? Errado! Tem cara que vai ao puteiro só para tomar uma enquanto assiste as mulheres desfilando para os clientes.

2)- É só sexo
Quem vai com frequência ao puteiro usa o mito do desprendimento emocional para reafirmar sua sexualidade. Pra que se envolver? Por que não fazer as coisas todas do jeito que eu quero, não só o que elas querem? É um jeito desesperado de resumir questões complexas do coração num substantivo popular: grana.

3)- Preço sugestivo
O preço diz quase tudo. Dos vintões aos cafés fodões e centros estéticos masculinos dos bairros nobres (que chegam a cobrar quase uma prestação de um carro por uma transa), as aparências e a qualidade do entretenimento sofrem variações drásticas. Nos primeiros você paga pouco para fazer quase tudo, mas nos últimos você eventualmente faz de tudo para pagar pouco!

4)- “Aja, não pense”
O mandamento número um dos impulsivos crônicos. Mas se você parar pra pensar, centenas — senão milhares! — de outros homens comeram a mesma mina em cima da mesma cama, às vezes, até dos mesmos lençóis! Isso soa um momento especial pra você? Tudo bem, as prostitutas podem até usar preservativo com mais frequência do que patricinhas em bancos traseiros do carro; porém, diante das probabilidades, quem irá arriscar?

5)- Ressaca moral
Jogo comprado, que graça tem? No puteiro existe um derrotismo que paira no ar: a ilusão de que o dinheiro é capaz de comprar emoções de antemão. Pouco importa se você é feio ou bonito porque, pra puta, você sempre terá um pau enorme. E você não vai precisar (ou querer) conhecê-la de verdade, então sem decepções. Este é o jogo prático dos que preferem abrir mão das relações cotidianas para ir “direto ao assunto”.


Na real, o cara falou, falou, falou e não se posicionou e nem tampouco explica o que o título do post sugere (“O que os caras realmente procuram quando vão pra zona?”). Mas no mínimo tocou em assuntos que são recorrentes a quem procura esse tipo de “show artístico”.

1)- Show bizarro
Não sei que tipo de lugar que esse cara anda frequentando, mas os que conheço conheci não têm nada disso de salada de lingeries. Só as minas que fazem os shows, aí é fantasia pra todos os gostos mesmo, que dura só enquanto a última peça não cai ao chão. E acho que o cara não vai para ver as lingeries, muito pelo contrário, se fosse assim ficava na frente de uma vitrine de loja de moda íntima.

2)- É só sexo
Claro! Se fosse pra se relacionar com alguém o cara procuraria uma namorada e talvez nem fosse na zona. Mas uma coisa é certa: muitas moças, apesar de terem sexo “quase” todo dia (porque, ao contrário do que muita gente pensa, não é sempre que “a maré está pra peixe”, dependendo o estabelecimento e o dia do mês), são extremamente carentes, porque geral trata puta feito lixo, então qualquer agradinho inesperado (não necessariamente financeiro) pode ser o diferencial. E quantos casos de relacionamentos que conhecemos que começaram na zona e terminaram no altar? Algumas estão ali pra arrumar marido (de preferência rico, não necessariamente bonito), isso é fato, e “fazer sexo”, o popular “dar uma trepadinha”, é muito diferente de “fazer amor” (como elas chamam).

3)- Preço sugestivo
A questão é clara: assim como “não existe almoço grátis” (referindo-se a que não existe nada que seja livre de custo, porque sempre tem alguém pagando), eu acho que não existe sexo grátis. O cara que larga a putaria e resolve se envolver com uma mulher está pagando um preço. O que resolve casar e ter filhos, mais ainda. E não é só financeiro, que no meu ponto de vista é um preço muito maior que o dinheiro, e aqui todo mundo sabe do que estou falando. Claro que alguns podem dizer que o amor compensa tudo, e quem sou eu pra discordar? Mas aí é só uma questão de interpretação, o fato continua sendo o mesmo, resta saber se o cara está disposto a pagar, seja de uma forma ou de outra.

4)- “Aja, não pense”
Estatisticamente, acho muito menos provável você pegar alguma doença vinda de uma prostituta do que de uma “patricinha em bancos traseiros do carro” (isso se você for louco suficiente de fazer sexo com uma delas sem usar o plástico), e aí sou obrigado a concordar com o autor do post original. Mas aí também temos que considerar os locais frequentados e os custos envolvidos, porque não sei se tem como comparar uma zona de beira de estrada com um “centro de estética masculino” em bairro nobre (e suas frequentadoras) nesse quesito. Com motel é igual na questão “higiene”, então não muda muita coisa.

5)- Ressaca moral
Não entendi o que o texto original tem a ver com esse tópico, uma vez que ele fala sobre relacionamento e está mais para o tópico 2. Ressaca moral, no meu ponto de vista, tem a ver com a questão de que em 90% das vezes o cara já chega na zona bêbado, sem muita noção do que está acontecendo em volta, acaba pegando qualquer uma, gastando os tubos (muitas vezes no cartão de crédito para pagar dali 30 dias), muitas vezes não se divertindo proporcionalmente e lembrando muito pouco no outro dia. Isso sim é ressaca moral, e é a pior de todas. A não ser que o serviço tenha sido bem feito e aconteça de ver a moçoila “por fora” mais adiante (vide tópico 2), aí a coisa muda de figura, pelo menos enquanto o “amor” durar.

Resumindo, outro dito popular fala que “o cara não paga pra transar, e sim pra mandar embora”. Quem vai em lugares assim, na maioria das vezes, não está procurando um relacionamento, muito pelo contrário, e sim basicamente fazer sexo sem compromisso, dar apenas uma “esticada na noite” e beber um pouco mais, assistir a shows eróticos ou simplesmente “mudar o menu” (para os comprometidos). Obviamente há exceções e outros comportamentos que fogem de meu entendimento, então se você, leitor, tem coragem de expor seu ponto de vista, o campo de comentários está aí para isso.

Anúncios
Esse post foi publicado em Eles e Elas e marcado , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s