Serra da Mesa – da frustração à glória!

Então pessoal, consegui reunir as mídias e compilar o post todo.

O título deste post foi criado pelo Thiago e tem toda razão de ser, pelos motivos que contaremos mais adiante. Este post vai ser no estilo resenha, parecido com aquele do Cruzeiro de Reveillon em 2010. Então, sem mais delongas, vamos aos fatos!

Clique nas imagens para ver em tamanho maior.

ATENÇÃO! Este post contém dezenas de imagens!

A PROGRAMAÇÃO

Inicialmente era para terem ido apenas 4 (a galera de sempre), porém mais adiante mais 3 pessoas confirmaram a empreitada, o que modificou um pouco os planos originais.

Resolvemos fazer a viagem “por conta”, sem depender de pacote turístico ou grupos de pesca, como a Turma do Choma, até porque das 7 pessoas algumas eram de cidades diferentes e não tivemos como organizar os vôos. Reservamos tudo online (quase 3 meses antes) e compramos quase todas as passagens pela Gol usando 3000 milhas por trecho, ou seja, custo quase zero de viagem. Também preferimos alugar uma van por conta própria, já que o contingente de 7 pessoas fez com que a locação da van ficasse convidativa (R$ 1000,00 ida e volta do aeroporto à pousada) ao invés de alugar um carro, o que no fim foi uma ótima relação custo-benefício. A reserva da pousada também foi feita com alguma antecedência (3 meses), visto que outras pousadas mais concorridas têm reservas de 1 ano, e o pagamento pode ser feito parcelado com adiantamentos mensais do valor à cargo do freguês (eu, por exemplo, depositei 2 de 300,00 e a última de 450,00 alguns dias antes da partida), evitando assim levar muito dinheiro em espécie no bolso.

A VIAGEM DE IDA

Helder, Thiago e eu no aeroporto, indo para Brasília (foto by Magoo)

Nossa saída de Curitiba foi às 07:38, e às 09:10 já estávamos em Brasília aguardando os outros pescadores, que pegaram outros vôos pela Gol e pela Tam. Enquanto isso foram consumidas diversas cervejas gourmet em um bistrô que tem no 2º piso do aeroporto, que merece destaque especial.

Thiago, Helder e Magoo já no aeroporto de Brasília (foto by Gabera)

Helder tomando uma gelada com estilo

Como não sou de ferro, também mandei uma pra dentro

Magoo e eu apreciando uma cerveja especial

Aqui, o Thiago também mandando uma pra dentro

Galera reunida para prosear, esperando o restante do povo chegar

DICA: Utilize cases resistentes como os nossos para o transporte das varas de pesca no avião (de PVC, etc), caso contrário pode chegar alguma quebrada, como ocorreu com uma das varas do Ricardo!

Já na van, devidamente abastecida com 5 caixas de cerveja para aguentar a viagem, e antes de partirmos em direção à pousada, a galera quis fazer um breve tour pela cidade, o que gerou mais algumas fotos no planalto central:

Supremo Tribunal Federal

Ricardo, tio Pedro, eu e o Capitão

“Fuck Brasília”, um protesto contra a ladroagem que assola o país

Magoo fazendo o sinal universal do “passando a mão”, outro protesto contra a corrupção

Rampa de acesso ao Palácio do Planalto

Monumento em homenagem a JK

Mais uma parada, desta vez em um restaurante show de bola para o almoço. O restaurante é o Chão Nativo, fica na rua SIG Quadra 3 Bloco B, ao lado da Churrascaria Pampa, a quem interessar possa.

Local do restaurante do almoço de sábado

Destino à pousada!

Depois de matar a fome com estilo, já às 15:00, vazamos direto com destino à pousada, com tempo de viagem calculado em 5 horas. A pousada fica depois de Niquelândia (230Km de Brasília), pouco mais de 30Km de estrada de chão à frente, ou seja, a viagem ia ser longa… felizmente a van era super confortável, espaçosa e com um ar condicionado que resolveu o problema do calorão que fez. Durante a viagem, é claro, rolou muita bagunça e bebelança até a chegada (que foi depois das 20:00), com vários pit-stops no caminho, e ainda deu tempo da galera desfrutar do primeiro jantar da pousada, depois de pagarmos o motorista da van e vermos com ele a volta (combinado para dia 13/10 às 04:00).

A POUSADA

A pousada escolhida pela galera foi a Vida de Peixe, pois foi a melhor relação custo-benefício encontrada quando fizemos a reserva (até porque a Germano, que é a mais conhecida da região, já estava lotada). Mas a troca até que foi boa: preço camarada (150,00 a diária por pessoa), com piscina, próxima dos pontos de pesca, excelente atendimento realizado pelo Eduardo (proprietário) e pelo Ítalo (garçom do restaurante), com atendimento personalizado, muita educação e disposição. Eu e o Helder até ganhamos uma carona do Eduardo à uma sessão eleitoral para justificar o voto no domingo, para facilitar a vida, e também uns lanches e suco de laranja para a viagem de volta 🙂

Local da pousada, bem pertinho do lago

Pôr-do-sol no domingo, na barranca da região da pousada

Área do restaurante, bem amplo e com ar condicionado

Piscina do hotel, onde nos esbaldamos diversas vezes devido ao calorão

Local da pousada no Google Maps.

Acabei ficando em um quarto para 3 pessoas, junto com o Magoo e o Helder. Excelentes instalações, com muito espaço, ar condicionado funcionando perfeitamente (perfeito para aguentar o calorão de 40° que fez durante quase todos os dias), frigobar, chuveiro no quarto e roupa de cama e toalhas trocadas todos os dias, com muita higiene. O Thiago ficou junto com o Capitão, enquanto o Ricardo e o Tio Pedro, de Maringá, ficaram em outro quarto.

Quarto triplo onde eu, o Magoo e o Helder nos instalamos

Outro ângulo do quarto, mostrando o frigobar e o suporte para as varas de pesca

O que falar das refeições?? Era um verdadeiro APS (SPA ao contrário), porque não tinha como controlar… Comida caseira feita na hora, tudo de primeira e em grande variedade. Café da manhã, almoço e jantar tudo incluído, e as bebidas eram anotadas para acerto no checkout, o que fez o pessoal abusar bastante dos frigobares dos quartos e do restaurante. De segunda a quinta-feira, devido à pousada estar praticamente vazia, o sistema era a la carte, sendo que a cozinha até aceitava sugestões do cardápio para as refeições, nos demais dias era buffet com grande variedade.

Tucunaré pescado pelo Magoo e feito assado pelo pessoal da pousada

AS PESCARIAS

No domingo a galera resolveu evitar a fadiga e não foi pescar, exceto na barranca que era mais fácil, onde a galera foi de manhã (menos eu e o Helder, que fomos justificar o voto), e à tarde fomos eu, Magoo, Helder e Thiago, que arrematou um tucuna de 2,5Kg na barranca ao cair da tarde!

Helder e Thiago arrumando as tralhas para a pescaria de segunda

Mais uma geral da galera arrumando as tralhas

Detalhe do Thiago arrematando um tucuna na barranca

Na segunda-feira, hora de acordar cedo e sair às 07:00 com os barcos em direção aos pontos de pesca. Gabera/Thiago foi a dupla que mais queimou combustível, com um barqueiro meio inexperiente que só queria saber de passear, então o dia não foi tão bom. Já o Ricardo pegou o primeiro tucunaré grande (3,8Kg, segundo o guia deles), enquanto o restante do povo pegou peixes menores. O intervalo para o almoço também foi diferenciado hoje, já que havia duas opções: voltar à pousada ou usar o que eles chamam de “kit churrasco”, que é um almoço básico feito em algum lugar perto dos pontos de pesca (OK, nem tão perto assim), meio “No Limite”, e a carne seria o peixe pescado pela manhã. Resumo da ópera: cilada total! Obviamente, nos outros dias acabamos retornando à pousada para almoçar. As duplas da segunda foram: Gabera/Thiago, Ricardo/Tio Pedro e Magoo/Helder/Capitão. Palhêra do dia: hoje o Thiago conseguiu a façanha de enroscar uma garatéia na minha cabeça, que só saiu na base do alicate…

Magoo e seu oscar, no primeiro dia de pescaria

Local do churrasco “cilada” de segunda-feira

Gabera, Helder e Thiago esperando assar o peixe

Mais uma foto da galera esperando sair o tal churrasco

Tucunaré do Thiago pescado na parte da tarde

À noite rolou uma leseira depois da janta, bem como todos os outros dias, tirando a quinta-feira que teve roda de viola pilotada por mim.

A terça-feira começou quase igual, fora o Ricardo e o Tio Pedro que declararam ontem que não iriam mais pescar devido à baixa quantidade de peixes do local. Sendo que eles trabalham com isso (têm um pesqueiro em Maringá) até que foi compreensível, então os pescadores de hoje pela manhã foram novamente Thiago/Gabera e Helder/Magoo, e à tarde o Capitão quis ir junto com o Helder e o Magoo. Mais uma vez, a pescaria foi bem devagar, com uns poucos tucunas, exceto o maior tucuna da pescaria toda, que foi arrematado pelo Magoo à tarde e foi separado para o almoço de quarta. Hoje caiu uma chuva fraca, suficiente para agitar bastante a água da represa a ponto de preocupar os ocupantes dos barcos na travessia do lago.

Magoo e um dos tucunas do dia

Este o barqueiro fisgou e o Helder tirou da água…

Capitão revelando seus dotes para pescaria “normal”

Tucunaré de 4Kg pescado pelo Magoo, o maior da pescaria

Um dos tucunas fisgados pelo Thiago hoje

Na noite de terça houve um certo desentendimento com o pessoal da pousada, porque havia sido entendido que bastaria avisar um dia antes caso alguém não quisesse pescar, e já que não estava dando quase nada e estava meio chovendo a ideia era dar uma sossegada geral na quarta-feira. Porém, ainda assim dois barqueiros foram reservados, o que fez com que o Thiago e o Capitão resolvessem pegar um “meio período” para não desperdiçar ao menos um barqueiro, já que teria que ser pago do mesmo jeito, e enquanto isso o restante da galera deu uma descansada na pousada. Segundo consta, hoje foi o único dia que não foi pego nenhum peixe, e por isso o Capitão também abandonou a pescaria. Hoje foram avistados alguns macaquinhos na região da pousada, e também no almoço foi consumido o tucuna que o Magoo pegou ontem.

Macaquinhos na região da pousada

Capitão e Thiago pescando ao pôr-do-sol na quarta-feira

Na quinta-feira foram as duplas restantes (Thiago/Gabera e Magoo/Helder), e pela manhã os barqueiros levaram os dois para uma região lá na puta que o pariu relativamente longe da pousada, apesar dos desejos de ficar ali por perto, já que não estava dando nada mesmo… pela manhã a produtividade foi bem baixa, apenas com alguns poucos tucunas menores e traíras.

Helder tentando a sorte na quinta pela manhã

Gabera e Thiago indo para o ponto de pesca na quinta de manhã. Ao fundo, a “mesa” que dá nome à serra.

Animais exóticos da fauna local

Thiago e sua traíra, um dos poucos peixes de quinta de manhã

Já depois do almoço, as mesmas duplas e piloteiros se formaram, porém, contra a ideia original de pescarem todos juntos em um ponto qualquer, os barcos se separaram e foi a sorte para a dupla Gabera/Thiago, porque o piloteiro achou um ponto simplesmente fantástico já lá pelas 17:00, bem em cima de um cardume de tucunas que vinha um atrás do outro! Finalmente tirei o dedo, e com estilo, porque até então não tinha pegado absolutamente nada! Não teve como tirar foto de todos os peixes, mas nesse dia o placar foi de 7 para mim e 5 para o Thiago, sendo que ainda houveram vários peixes perdidos e até uma fisgada dupla minha em que um dos peixes escapou na subida… este período de menos de 1 hora foi mais produtivo que todos os dias de pescaria até hoje. A dupla Magoo/Helder acabou voltando bem mais cedo para a pousada porque não estavam pegando nada por lá, dando por encerradas as atividades. Palhêra do dia: hoje o Thiago (de novo ele) deixou cair a vara com carretilha e tudo mais dentro do lago, que afundou cerca de 5m na água. Graças ao piloteiro foi possível salvar o equipamento.

Seguem as coordenadas do local onde estava o cardume (aproximado).

Isso que é pesca esportiva!

O piloteiro também estava com sorte e tirou diversos tucunas da água

Mais um de 2Kg que arrematei na tarde de quinta

Pôr-do-sol de quinta-feira, o dia mais produtivo de todos!

Na sexta-feira a ideia era ficar lá pela região do cardume de ontem, para ver se ele permanecia por lá. De manhã o Helder ainda resolveu participar da pescaria e finalmente tirou o dedo, pescando um tucuna de 1,5Kg, sendo que eu e o Thiago pescamos 1 tucuna cada. De manhã não estava muito boa a região.

Helder tira o dedo e fisga um tucuna de responsa

Este infelizmente foi fisgado pela guelra, o que obrigou a virar sashimi à noite

Thiago demonstrando seu respeito pelos bichos

Olha a cor desta água!

À tarde, o Helder ficou dormindo e fomos apenas eu e o Thiago para o local de sempre, e desta vez estava bem melhor: peguei 5 tucunas, sendo que 2 em uma fisgada dupla que desta vez consegui puxar os dois, e o Thiago pegou 4, e ainda assim com alguns peixes perdidos, incluindo uma bicuda enorme que escapou da isca do Thiago, o que foi uma pena. Mais uma tarde produtiva, na qual levamos 3 peixes para a pousada: um do barqueiro e 2 que foram fiscados pela guelra, o que acaba matando o peixe de qualquer forma. Os dois tucunas renderam um belo sashimi na noite deste último dia de pescaria.

Mais um de um quilinho na linha…

… e devidamente devolvido à água.

Thiago posando para foto nos últimos momentos da pescaria

Pôr-do-sol no último dia na Serra da Mesa

A VIAGEM DE VOLTA

O Ricardo e o Tio Pedro precisavam estar no aeroporto no máximo às 10:00, então acabamos saindo da pousada às 04:00 para garantir. A chegada no aeroporto foi às 09:00, sem maiores contratempos, sendo que o Ricardo e o Tio Pedro embarcaram às 11:00 e o Capitão conseguiu antecipar o vôo dele, que era às 19:00, para às 11:30. Enquanto isso, nosso vôo era às 19:00, mas como não teve como antecipar alugamos um carro e ficamos zanzando por Brasília até dar o horário.

Voltando da pousada sentido Brasília

Eu, Helder e Thiago no lago do Paranoá

Helder, eu e Magoo ainda no lago do Paranoá

Ponte Costa e Silva sobre o lago do Paranoá

Eu, Magoo e Thiago na base da antena de TV, vista para o Palácio do Planalto

Torre de TV em Brasília

No fim deu tudo certo e chegamos em casa pouco depois das 21:00.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar dos contratempos com horários nos aeroportos, tudo transcorreu muito bem, considerando a organização particular de um evento com 7 pessoas que moram em regiões diferentes.
Quanto ao local e à pousada escolhida, não há reclamações, exceto com relação à quantidade de peixes no local, que justificou o título deste post. Caso o cardume não tivesse sido localizado, definitivamente a viagem toda teria sido a maior frustração.
Para este ano ainda temos uma possível incursão a 1o de Maio, e ano que vem o pessoal está comentando de fazer uma pescaria na Argentina, indo atrás dos grandes dourados!

Pretendo também, assim que der um tempo, fazer um vídeo com um compilado geral das filmagens na pescaria (sim, tem vídeos que ainda não foram colocados no youtube), no formato de programa, mas ainda não há previsão de quando este vídeo irá ao ar.

E cadê o bicho???

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3 respostas para Serra da Mesa – da frustração à glória!

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