Costela de carneiro + nhoque frito ao molho roquefort

Faz alguns fins de semana que eu estava a fim de preparar uma costela de carneiro que havia comprado, mas que por um motivo ou outro acabava sendo postergado. Enfim, hoje consegui fazer a carne, que ficou excepcional, e ainda improvisei um acompanhamento um tanto quanto “sofisticado”: nhoque frito ao molho gorgonzola roquefort (lembrando dos tempos em que eu almoçava direto na Jardins). Resolvi compartilhar aqui no blog esse súbito acesso de chef de cozinha que tive.

Ingredientes para a costela:

– 1Kg de costela de carneiro (cordeiro, ou outro nome qualquer que dão para aquele bicho que solta lã);
ATENÇÃO: NÃO É CARRÉ DE CARNEIRO, é costela mesmo.
– MUITA hortelã. Aqui no quintal de casa isso é quase uma praga, então coloquei uns 20 ramos mais ou menos;
– Salsa. Coloquei uns 5 galhinhos, só para dar uma variada e porque estava sobrando aqui também;
– Azeite de oliva. Coloque o suficiente para a coisa ficar “melada”, mas não nadando no óleo. Aqui deu um pouco menos de meia lata daquelas pequenas. Use o melhor óleo que você tiver.
– Alho. Pode ser picado, socado, cortado ou daqueles que vendem pronto. Eu usei esse último porque estava mais fácil. Foi mais ou menos umas 2 colheres de sopa bem cheias;

Misture tudo em uma tigela, e quando estiver bem misturado coloque uma pazada de sal grosso, misturando de novo.

Preparo da costela:

Eu resolvi fazer a costela enrolada em papel alumínio, porque me pareceu pouco tempero para jogar direto na carne sobre a churrasqueira. Então, abri 2 fileiras de papel em uma mesa, depositei a metade do tempero sobre as folhas (ATENÇÃO: coloque sempre com o lado fosco da folha para DENTRO!) e coloquei a carne em cima. Depois despejei o resto do tempero sobre a carne. Como me pareceu pouco sal grosso, salpiquei um pouco mais por cima e em volta da carne, de modo que ao fechar o sal cobrisse toda a área da carne. Fechei o papel alumínio por cima e prendi com um araminho de cerca elétrica que estava dando sopa por aqui (não use barbante, elástico ou qualquer outra coisa desse tipo por motivos óbvios).

A essas alturas a churrasqueira já tem que estar “estralando”, ou seja, o mais quente possível. Agora coloque o produto devidamente embalado sobre uma grelha e a meia altura do fogo, deixando aproximadamente 45 minutos de um lado e 45 do outro. Cuidado na hora de virar a carne, porque a gordura da costela vai estar completamente derretida dentro do pacote, e se você furar pode provocar uma “explosão” na churrasqueira de difícil controle!

Enquanto isso você pode ir preparando a massa do nhoque (deixe o molho por último). Faça como de costume, apenas utilize mais trigo para que ele fique bem seco (senão ele desmancha na hora de fritar) e corte em pedaços menores antes de colocar na água quente. Quando faltar uns 10 minutos para acabar o tempo da carne, é hora de cozinhar o nhoque. Quando eles subirem, retire-os e coloque imediatamente em outro recipiente com água gelada. Repita o processo até acabar o nhoque. Retire tudo da água fria e deixe descansando um pouco para secar.

Em seguida, é hora de tirar a carne do alumínio. A essas alturas a gordura já era, então pode tirar (quase) sem medo. Deixe mais um tempo na churrasqueira sem o alumínio, bem baixo, para dar uma dourada (uns 5 minutos de cada lado no máximo, para não torrar). Depois de dourado, coloque o mais alto possível e deixe ali até a hora de servir (mais uns 10 minutos entre fritar o nhoque e fazer o molho).

Para fritar os nhoques, depois de bem secos, coloque aos poucos em uma frigideira teflonada com bastante óleo quente, e vá virando até que fiquem dourados. Enquanto isso já dá para preparar o molho:

Ingredientes do molho Roquefort:

300g de queijo Roquefort (ou gorgonzola, usei roquefort porque era o que eu tinha);
200g (uma lata) de creme de leite.

Coloque o creme de leite em uma panela em fogo baixo e vá acrescentando o queijo picando em pedaços bem pequenos, mexendo sempre. Quando acabar o queijo espere derreter bem, desligue o fogo e reserve. ATENÇÃO: nessa hora o nhoque já deve estar pronto também! Se deixar o molho esfriar vira um caldo grosso muito estranho… o ponto ideal é quando você pega o molho com a colher e ele escorre naturamente, que é quando você desliga o fogo.

Agora é só servir e desfrutar dessa iguaria!

Parte desse procedimento eu tirei deste blog, que é extremamente bem humorado e relativamente bem detalhado.

Ah sim, a receita acima dá para duas pessoas, não mais do que isso. Logo, é o prato ideal para fazer para seu pai, sua mãe, esposa, noiva, namorada, cacho, ficante ou amigada. É o creme do verão!!

Anúncios
Esse post foi publicado em Gastronomia e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s