Carnaval 2011

Então galera, eis que esse carnaval foi bem diferente (para mim, pelo menos)… nada de praia e congestionamentos, e sim uma temporada relaxante na beira do rio Paraná em Itaquiraí – MS, com uma breve estadia em Santa Helena – PR, com as presenças também do Magoo e do Thiago.

Começamos com a saída de Curitiba, que foi às 18:30, em dois carros (um com a família do Magoo e o Carlão e outro com o Thiago, Jaque e eu), com uma breve parada na Anila em Irati e outra em um posto de gasolina próximo a Toledo. O caminho escolhido para a ida foi por Mal. Cândido Rondon, porque segundo o Magoo, que já fez esse trajeto outras vezes, é o caminho mais rápido por ter mais trechos duplicados e ter menos trânsito que por Céu Azul (caminho normal para ir a Foz), e a chegada na cidade foi às 02:30, totalizando 8 horas de viagem (o que é considerado normal). Claro que todos estavam podres da viagem, então cada um se ajeitou como pôde para acordar cedo e seguir viagem para Itaquiraí. A casa em Santa Helena é de uma das irmãs da Ju, que cedeu gentilmente o espaço para a cabeçada que foi…

Já de manhã, isso lá pelas 08:00, a galera já começou a se agilizar para a saída. A ideia era deixar a mulherada em Santa Helena para depois na volta o Magoo passar o restante da semana com a Ju, aproveitando para fazer uma incursão ao Paraguai, já que a Jaque vai ter que trabalhar na quarta-feira à tarde, então no caso na volta viriam o Thiago, a Jaque, eu e o Carlão no C3. A saída para o MS foi mesmo às 10:00, com uma passadinha nas prainhas de Santa Helena antes, e chegada às 13:00.


Prainha de Santa Helena


Carlão, Thiago e Magoo na prainha de Santa Helena


Eu na prainha de Santa Helena


Cruzando a ponte de Guaíra sentido MS


Chegando em Itaquiraí

Foi descoberto em seguida que o local onde seria a pescaria fica a mais de 15Km de estrada de chão da cidade, então uma vez lá o jeito seria ficar por lá, por isso boa parte das compras foram feitas antes. No meio do caminho paramos na chácara do pessoal (Maurício e companhia, parentes da família do Magoo), que fica a meio caminho da casa no rio, onde rolou um almoço já que o povo estava varado de fome (isso lá pelas 15:00). Lá pelo fim da tarde fomos para a casa do rio, onde ficamos quase direto até a volta. Hoje ainda rolou um churrasco de alcatra feita no disco de arado e uma pescaria na barranca com as presenças apenas do Thiago, Magoo e eu, já que os barcos ainda estavam em terra e o pessoal “mais experiente” (leia-se o Zezinho, pai do Maurício, o Juraci e o JJ) ainda não tinha chegado. O resultado da pesca noturna foram vários enroscos (a barranca ali é horrível para pescar, pois tem pouco espaço para arremesso), uma arraia fisgada e o episódio do “peixe crescendo em árvore” propiciado pelo Thiago.


Arraia que o Thiago pegou na pescaria noturna


“Mandi-capeta” enroscado na árvore após o Thiago tantar devolver ao rio

No outro dia cedo os barcos foram colocados na água, porém antes do almoço teve uma pescaria próximo às margens porque os motores ainda estavam para chegar (viriam com o Juraci depois do almoço), na qual o Magoo pegou apenas 1 lambari (usado de isca pelo Thiago depois) e uma miniatura de peixe.


Vista da casa na beira do rio, na 1a manhã de pesca


Eu no barco, antes de iniciarem as atividades


Thiago no barco, no início das atividades


Para não dizer que não pegou nada, o Magoo pegou um lambari e este girino aí, devolvido à água em seguida

À tarde os motores chegaram junto com o restante dos pescadores e foi possível fazer uma pescaria de rodada, que apesar dos esforços da galera resultou totalmente infrutífera, exceto por uma beliscada e outra nas iscas. Estiveram presentes dessa vez o Magoo, Thiago, eu e Juraci (pilotando o barco). Foi nessa ocasião que rolou o episódio da âncora que não subia, devido à força da correnteza e a vários enroscos que desceram o rio e pegaram na corda, obrigando a mim e ao Magoo a fazermos das tripas coração para tirar a coisa toda da água e gerando várias risadas por parte do Thiago, que não podia fazer nada por estar atrás no barco (eu estava na ponta).


Magoo mostrando o nome do barco utilizado na 1a tarde de pesca no rio: Trans Bebun’s


Subindo o rio Paraná: Magoo, Thiago e Juraci


Eu no barco no Paranazão, pescando de rodada


Subindo o Paraná em busca dos famosos dourados


Subindo o Paraná de novo atrás do dourado que roubou a isca do Thiago

À noite, depois do churrasco com o que restou de ontem e mais uma linguiçada, o Thiago ainda participou de uma pescaria noturna com o Zezinho, que segundo consta foi a mais frutífera da temporada, apesar de terem saído apenas “peixes-capeta” e pequenos, sendo que todos foram devolvidos (bem ao estilo Thiago de pesca esportiva). Enquanto isso eu e o Magoo ficamos na casa tocando violão e tomando cerveja.

Na segunda-feira, após um café reforçado, foi o dia do povo pescar de rodada de novo, desta vez com as presenças do JJ, Magoo, Thiago, eu e Maurício, pilotando o barco maior. A pescaria foi novamente de rodada, indo mais longe desta vez. Finalmente alguém “tirou o dedo”, e foi o Thiago, que pegou um peixe que não lembro o nome (depois atualizo aqui) chamado piraputanga.


Thiago “tira o dedo” e pega um peixe, finalmente

A tarde da segunda-feira foi reservada para a aquisição de insumos, pois muita coisa já estava acabando e o jeito foi voltar à cidade para renovar os estoques, e por esse motivo não teve pescaria. À noite teve uma pescaria noturna no barco, da qual dessa vez participaram o Magoo, eu, Thiago, JJ e Zezinho, ancorados próximos a uma barranca. Infelizmente esta vez também foi infrutífera, sendo que nao teve nem uma beliscada para contar a história, e também não temos registros do evento, já que todo mundo estava p*to e resolvemos ir embora em pouco tempo (coisa de 2 horas no máximo). Nessa hora o rio já estava bem cheio para os padrões, segundo o Zezinho, que mora há muito tempo na região.

No outro dia pela manhã a galera já estava preparando o local onde seria feito o pernil no buraco.


Pernil no tempero pronto para ir para o buraco (literalmente)


Juraci apontando o buraco preparado e o pernil já posicionado


Eu também quis conferir a estrutura, e aprovei

Enquanto o pernil assava rolou mais uma tentativa de pescaria de rodada. Dessa vez o Maurício levou a galera bem para cima no rio, bem depois da prainha, para dar umas 2 horas de pescaria até voltarmos ao local de partida.


A “prainha”, quase totalmente alagada devido à cheia do rio


Eu no barco no último dia de pesca


Magoo e Maurício pescando de rodada no último dia


Eu, Thiago e JJ esperando para ver se vinha alguma coisa na rodada

Infelizmente, mais uma vez a tentativa foi fracassada, e mais uma vez não chegou sequer a beliscar… o retorno à terra foi lá pelas 13:00, e o pernil ainda não estava pronto, então o jeito foi aguardar a saída do almoço, que foi lá pelas 15:00.


Pernil sendo desossado e devorado pelos participantes


Panelaço de arroz para acompanhar o pernil

Depois da comilança, como a cerveja tinha acabado (o Thiago foi com o Maurício comprar mais), eu ainda providenciei um whisky com energético que acendeu os ânimos da galera, e mais tarde rolou uma roda de viola para passar o tempo. A saída foi às 18:00 e contou apenas com o Magoo, Thiago e eu, já que o Carlão resolveu ficar por lá mais um pouco para ir para Maringá na quarta-feira. A chegada a Santa Helena foi às 22:00 e a saída para Curitiba do Thiago, Jaque e eu foi logo depois. Inicialmente a ideia era parar em um hotel em Guarapuava devido ao cansaço da viagem, mas como a Jaque estava dirigindo e aguentou bem o tranco acabou que fizemos em uma sentada só, chegando em Curitiba às 06:10. O Magoo ainda ficou por lá com a Ju, onde ficou até hoje pela manhã.

Impressões gerais: Apesar de ninguém ter pego nada, teoricamente devido à lua nova e à cheia do rio (que assustou até os mais experientes a costumados com o local) – vide reportagens dos alagamentos em MS, no geral a estadia foi muito bacana, com uma estrutura bem razoável para uma casa na beira de um rio (tinha freezer horizontal, chuveiro elétrico e até ar-condicionado!). Uma coisa a se destacar é a ferocidade dos pernilongos na beira do rio: mesmo com repelente, os bichos atacavam por cima de roupas e até de calças jeans! Por esse motivo, apesar do calor, a galera era obrigada a andar de calça e moleton, especialmente à noite. É bom lembrar também de levar um protetor solar de fator mais elevado (30 ou mais), porque o sol é bem forte, e passar bem passado, principalmente no rosto.

Nossos agradecimentos à família Dias, em especial ao Maurício e ao Zezinho, pela hospitalidade, paciência e recepção aos pescadores de primeira viagem, e também à família da Ju em Santa Helena, que recebeu a galera no sábado de madrugada e também a Jaque durante este Carnaval.

Seguem a localização das cidades e algumas informações básicas:

Santa Helena (PR): Fotos Informações Localização

Itaquiraí (MS): Fotos Informações Localização

* Não coloquei as fotos de Itaquiraí do Google Images porque vocês podem ver com os próprios olhos huahuahuah MEDO

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3 respostas para Carnaval 2011

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