Como acessar o chat do Mercado Livre e ter um atendimento personalizado

É sabido que o Mercado Livre (ML) é uma das empresas mais reclamadas do site Reclame Aqui e com 0% de reclamações antendidas. Para piorar, não existe um canal de atendimento direto e personalizado com o cliente, as páginas de “contato” deles apenas apontam para páginas com respostas pré programadas e quem nem sempre atendem as necessidades.

Será?

Acontece que esses dias o provedor que hospedava meu email de uso pessoal que eu tinha há 24 anos foi desativado, e com isso tive que sair por aí atualizando todos os sites de compras os quais ainda utilizo para o email novo. O problema é que alguns deles, ao atualizar o email, enviam uma mensagem de confirmação para o email cadastrado para você realizar a troca. No meu caso fica impossível acessar este email, pois ele foi eliminado, mas o mesmo pode acontecer em casos de perda irreversível de senha, email hackeado, entre outros casos em que o acesso ao email anterior é impossível.

Nesses casos, então, como alterar o email? A única saída seria um contato personalizado, mas como fazer isso no ML? Não se desespere! Aqui no Boxixo você vai ver como entrar em contato com o obscuro chat do ML, que no meu caso resolveu o problema em questão de minutos! Vamos lá?

OBS: o passo-a-passo abaixo for realizado em 03/01/2019 usando o Chrome em um PC, nada garante que vai continuar funcionando, ou que vai ser exatamente nessa sequência, após essa data, e pode ser diferente em outras plataformas.

1)- Entre no ML com seu usuário e senha normalmente;

2)- Entre na opção “Meus Dados” (na página principal, coloque o cursor sobre seu nome e clique em Meus Dados);

3)- Na página “Meus Dados” tem a área de “Dados Pessoais”. No lado direito tem um texto que diz “Preciso de ajuda”, clique aí (vai abrir um menu na lateral direita);

4)- Nesse menu lateral, clique em “Corrigir meu CPF”. Esse mesmo menu lateral vai mudar e exibir outro link que diz “Entre em contato conosco”. Clique nele;

5)- Mais uma vez esse menu vai mudar e exibir algumas opções. Uma delas é o tão esperado “Inicie um chat”. Clique nele e finalmente você vai ter um atendimento personalizado no ML! No meu caso fui atendido quase imediatamente, e meu email foi trocado em cerca de 3 minutos. Tenha em mãos uma cópia do seu RG ou CNH digitalizada (scanner, foto, foto do celular, etc), pois você vai precisar.

5.1)- Existe ainda a opção de contato por email ou por telefone, mas não testei nenhuma das duas;

6)- Ao clicar em “Inicie um chat”, outra tela vai abrir onde você pode escolher se quer falar pelo chat do sistema deles ou pelo whatsapp. Eu usei a opção do chat do sistema.

Segue o link direto para a opção do chat:

Chat do Mercado Livre

O que achei mais interessante é que, apesar do caminho seguido sugerir que o chat seria apenas para resolução de problemas relacionados à troca de CPF, aparentemente eles resolvem qualquer assunto, como foi o caso da troca de email.

A pergunta que fica é: como que o ML deixa uma opção tão útil dessas tão escondida dos usuários??

Espero que tenha sido útil. Este link tem a postagem original desse passo-a-passo que achei depois de garimpar muitos sites com informações incorretas e desatualizadas sobre esse assunto.

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Resenha sobre Fernando de Noronha- de 10/09/2019 a 15/09/2019 – versão definitiva

 

FN-previaConforme prometido, segue aqui no Boxixo mais uma resenha, desta vez da viagem que fiz a Fernando de Noronha entre os dias 10 e 15/09/2019. Como sempre, o texto é enorme e está organizado por tópicos: organização, hospedagem, passeios, infra-estrutura e dicas. Bora lá?

 

Organização

Como tenho tentado fazer pelo menos uma vez por ano, defino um destino exótico para tirar uma “semana sabática” (sempre consigo uma ou duas semanas de férias para isso, de preferência bem longe de feriadões e final de ano). Sempre achei que Fernando de Noronha fosse “O” destino mais caro do Brasil, por isso nunca corri atrás para me informar melhor, mas esse ano resolvi dar uma pesquisada. A primeira coisa foi acessar o Google Maps e fazer um “tour virtual” pela ilha, já que atualmente a maioria dos principais lugares do Brasil e do mundo, mesmo alguns de difícil acesso, já contam com o Street View, e isso foi predominante para minha decisão. Esta foi a vista que praticamente me fez decidir de ir para a ilha, isso que nem é das melhores.

O segundo aspecto, claro, foi o custo. Resolvi fazer a pesquisa em Janeiro de 2019 mirando Setembro logo após o “feriado” de 07/09 (que caiu em um sábado), portanto com 8 meses de antecedência, pegando 5 dias corridos na ilha. Peguei o aéreo pela Gol (cerca de R$1500,00 ida e volta) e a Pousada dos Corais pelo Booking.

NOTA: A Pousada dos Corais, pelo Booking, exige que você forneça um cartão de crédito válido, e eles informam que o valor de 50% da reserva pode ser cobrado a qualquer momento a partir da data da reserva até o dia do checkin. No meu caso ocorreu que no dia 05/09 (5 dias antes da viagem, portanto) veio um email do Booking informando que meu cartão de crédito foi RECUSADO (o mesmo cartão que uso no dia-a-dia e já utilizei antes para outras viagens). Confirmei novamente os dados e em seguida a pousada simplesmente CANCELOU a reserva unilateralmente sem me apresentar nenhuma alternativa. Felizmente a pousada Ares de Noronha apareceu em seguida no Booking com 1 vaga disponível, cerca de 900,00 mais barato, então não perdi tempo e reservei nela, caso contrário iria perder o aéreo e a semana de férias! Não há como deixar uma reclamação na página deles porque efetivamente não me hospedei lá, tentei reclamar direto com a pousada, não obtive retorno nenhum, e com a Booking, que informou que casos em que o cartão é recusado devem ser tratados direto com a operadora do cartão porque nem eles nem a pousada têm essa informação (ou seja, deu em pizza). Enfim, fica a dica para que vocês fiquem espertos com a Pousada dos Corais, que não tem a menor consideração com o cliente.

Tem também a questão da época. Apesar de ser calor o ano todo, o “inverno” deles tem como característica a época de chuvas, que vai de Fevereiro a Julho, sendo Abril o pior nesse quesito. A partir de Novembro os preços ficam *realmente* altos por lá devido à proximidade das festas de fim de ano (mais sobre custos na seção “infra-estrutura”) e a chance de swell (maré alta, mexida e formação de ondas) é maior, então os melhores meses, com menos chuva e preços “normais”, seriam de Agosto a Outubro. No meu caso, acho que dei sorte na escolha, porque só fui descobrir isso quando estava lá. Se eu for uma próxima vez, quero ver se vou no início de Outubro, que é o mês que menos chove e o swell ainda não chegou, segundo sites especializados. Mas é claro, se você for surfista e quiser aproveitar as ondas, vai querer fazer o exato oposto.

OBS: Se você resolver reservar na Ares de Noronha e informar que foi indicação minha, você ganha um desconto na hospedagem! Mas para ganhar o desconto você *precisa* passar meu nome completo (Gabriel Dallagrana) e informar a data de minha estadia (10 a 15/09/2019). Acredito que tem que entrar em contato diretamente com a pousada e não pelos sites tipo Booking da vida. Links úteis lá embaixo no post na seção “Dicas”.

Não deixe para a “última hora” para reservar sua estadia, pois a ilha é muito concorrida e tem número máximo de turistas simultâneos (há quem diga que é 1000, outros dizem que é 600), e como em qualquer viagem, quanto antes reservar, geralmente mais barato você paga, principalmente no aéreo. Geralmente com 3 meses de antecedência você ainda acha pousadas legais e em conta, mas quanto antes melhor.

Noronha tem diversas opções de passeios e atividades, mas preferi deixar para fazer a reserva na hora devido a informações obtidas no site Viaje na Viagem, mais sobre isso mais adiante. Neste site também descobri que existe uma taxa estadual (Taxa de Proteção Ambiental – TPA) que você paga por dia para permanecer na ilha, que foi de R$72,34 por dia por pessoa, o que pode deixar seu passeio mais “salgado” se você for em casal e for ficar bastante tempo. Além disso, tem também o ingresso para o Parque Nacional Marinho que é praticamente obrigatório, pois dá acesso a praias e trilhas controladas pelo governo, sendo as principais Sancho, Sueste e Leão, que são pontos praticamente obrigatórios de parada. Esta taxa foi de R$106,00 por pessoa e dá direito a 10 dias. Os links dos sites para pagamento e informações seguem no final do post.

No fim das contas, concluí que há destinos ainda mais caros no Brasil (Pantanal e Amazônia), vi que encaixou no meu bolso e então Fernando de Noronha deixou de ser um tabu para mim: fechei o pacote.

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Se você se planejou direitinho, uma hora dessas você já deve saber que lá tem um fuso horário de 1 hora a MAIS que na maior parte do Brasil. Ou seja, se em Brasília é meio-dia, lá é 13:00. Tenha isso em mente na hora de botar o despertador para tocar para acordar e ir aos passeios, porque os casos de gente que perdeu a hora por conta disso não são poucos. Ao chegar à ilha, desative o horário e o fuso automáticos da operadora do seu celular e acerte a hora manualmente, assim você garante que o aparelho não vai corrigir de novo mais tarde.

Ao chegar no aeroporto, se você ainda não pagou a TPA, é hora de entrar na fila e fazer isso. Se já pagou, entre em outra fila e pegue o comprovante. Eles entregam um para checkin na pousada e outro para checkout quando você for embora, NÃO PERCA ESSA VIA porque ela é importante.

Isso feito, e como diz no site Viaje na Viagem, ao chegar à ilha, não dependa do transfer da pousada, principalmente se você chegar no voo das 16h. O aeroporto é uma zona, minúsculo, todo mundo chega junto e é um caos total. O transfer vai demorar horrores para catar os hóspedes até todos pegarem suas bagagens, eles vão dar uma aula sobre a ilha e tentar empurrar em você todos os passeios possíveis, além de ir deixando um por um no caminho (no meu caso foi pior porque eu era um dos últimos a serem despachados). Resumindo: acabei pegando o transfer e perdi o por-do-sol no primeiro dia… Prefira pegar um táxi (não é barato, mas vai por mim, vale a pena. Se você for do tipo despachado, tente fazer amizade por lá para arrumar um “Uber Juntos” com pessoas que vão para o mesmo lado que você para rachar o valor), ou até mesmo de ônibus, mas não perca tempo e corra para a pousada fazer o checkin e deixar suas bagagens.

Em seguida, corra para uma das praias abertas (Cachorro, Meio ou Conceição) curtir o por-do-sol. Depois, com mais tempo, vá ao ICMBio pagar “a outra taxa”, que é a emissão da carteirinha para os parques que dá direito de acesso às praias fechadas, e se interessar, inscreva-se nas trilhas que achar melhor/estiverem disponíveis e já acerte com o guia (pago à parte). No ICMBio também há palestras gratuitas do projeto Tamar, e você pode verificar se há datas para a captura intencional das tartarugas, se gostar. O horário para pagamento da taxa é até às 22:00, porém o agendamento das trilhas é só até às 19:00 nos totens de auto-atendimento. No meu caso, consegui pegar a trilha da Pontinha/Caieiras, que era a única disponível para minhas datas, e já agendei o guia por lá também (mais 150,00). As trilhas geralmente partem dos PICs (Posto de Informação e Controle), a partir dos quais é necessário apresentar a carteirinha. Parece que as trilhas do Atalaia e São José são mais legais, mas por isso mais disputadas; se conseguir uma delas, faça.

01-ICMBio-TamarICMBio - Projeto Tamar

Hospedagem

Como comentei acima, minha hospedagem mudou para a Ares de Noronha em cima da hora, pois era a única opção disponível no Booking. Mesmo assim, a pousada me cobrou 2300,00 no chalé, mais barato que a Corais, porém tive que fazer 50% adiantado na transferência (que foi na própria quinta-feira da reserva, 5 dias antes da viagem) e os outros 50% no checkin na terça, também na transferência (não tinha opção de parcelamento nem cartão de crédito), ou seja, foi praticamente à vista (na outra seria em 4x no cartão após o checkin). Minha prima pegou na Martinelli Residence alguns meses atrás e também pegou preço bom.

A pousada fica na chamada Vila do Trinta, mais ao norte da ilha, perto do Porto. Fica perto de dois mercados, uma panificadora, um restaurante “popular” e um top (mais sobre os custos na ilha na seção “infra-estrutura”). A dona é a Sra. Etilene e foi ela quem me atendeu no checkin, dando dicas sobre a ilha e o funcionamento da pousada. O chalé dá e sobra para 3 pessoas (mas fui sozinho), que conta com 1 cama de casal, 1 de solteiro, ar condicionado e banheiro privativo com água de aquecimento solar no chuveiro. A limpeza pode ser feita diariamente se você quiser, funciona no esquema de plaquinha de hotel (não perturbe/limpe por favor). O café da manhã é razoável e bem servido (novamente, mais sobre as restrições da ilha na seção “infra-estrutura”). A praia mais próxima é a do Porto, não é muito longe porém a diferença de altura é grande, ou seja, um decidão na ida e um subidão na volta (uma opção é ir de ônibus e descer no ponto final, e na volta andar 2 pontos). Para ir para as outras, a mais próxima é a do Cachorro e você tem que ter um pouco de disposição se quiser encarar o caminho à pé (mais sobre isso na seção “Passeios”).

Infelizmente, não sei o que houve com as fotos que tirei do interior do meu chalé logo que cheguei, então você confere abaixo foto do catálogo deles no Booking (aparentemente é o mesmo chalé que eu fiquei):

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Aqui uma foto da fachada:

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Passeios

Chegou a hora que todos estavam esperando! Muita gente fala muita coisa na Internet sobre as melhores opções em Noronha, aqui vou falar sobre as que eu tive experiência própria e as que poderia ter participado, bem como prós e contras.

Como eu disse, eu deixei para agendar os passeios por lá mesmo, porque vários deles só saem em determinadas condições da maré. Então, acabei achando a Reservas Noronha (mais contatos ao final do post), fechei o IlhaTur para quarta-feira (última vaga!) por 150,00 e o passeio de barco VIP com PlanaSub e churrasquinho de peixe a bordo inclusos para quinta-feira pela manhã por 120,00 (na verdade o pacote foi os dois juntos com pagamento em dinheiro à vista – no cartão sempre é mais caro). Achei os valores bem em conta, comparando com postagens em alguns blogs por aí dando conta que só o IlhaTur ficaria em torno de 250,00 por pessoa. Minha prima, 2 meses antes, fechou na Flamboyant por preços similares, então dê uma pesquisada. O IlhaTur possui transfer de ida e volta, porém o passeio de barco é só transfer de ida, a volta é por sua conta (eles te deixam no Porto).

Antes de falar sobre os passeios e as praias, é importante informar que há dois “mares” na ilha: o “mar de fora” e o “mar de dentro”. O de fora é a costa que dá para a África, enquanto o de dentro é o que fica voltado para o Brasil. O de fora geralmente é bem mais agitado (ondas, repuxo, etc), e há praias dos dois lados, porém as voltadas para o mar de dentro são mais urbanas e abertas, enquanto que as do mar de fora são fechadas (precisam da carteirinha e têm horário de fechamento para visitação).

mapa1Mapa de FN (fonte: wikipedia)
mapa2Mapa dos passeios em FN (fonte: Noronha Tour)

IlhaTur

Há quem diga que esse passeio é muito “mídia” e corrido demais, mas para quem nunca esteve na ilha, acho imprescindível. A vantagem é que você vai conhecer as localizações da ilha quase toda por terra, já que a locomoção é por pickup com traseira adaptada para 6 pessoas (mais 4 dentro com ar condicionado), e fazer várias paradas em praias. Além disso, geralmente os guias são bem instruídos e contam histórias sobre os pontos de parada, que deixam o passeio bem divertido e informativo. No meu caso, ele começou na praia do Sueste (precisa da carteirinha do parque) mas preferiu ficar pouco e não parar para mergulho porque o mar de fora estava agitado e optou por parar mais nas praias do mar de dentro.

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Em seguida fomos para o Leão, onde ficamos pouco tempo (apenas no mirante para fotos, não descemos à praia, mas você pode fazer isso outra hora, quando voltar ao Sueste outro dia). Um problema aqui é que, assim como a Sancho, o PIC não fica exatamente colado na BR, então precisa fazer uma caminhada de uns 10 minutos em estrada de chão até lá.
Atenção: segundo consta, a praia do Leão é a mais perigosa da ilha devido às correntes marítimas puxando sempre para dentro, então não é indicada para flutuação, e se for entrar, entre apenas até a cintura, no máximo.

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Depois fomos ao Sancho, e aí sim ficamos mais tempo: a partir do PIC, primeiro uma parada no Mirante Dois Irmãos para a foto mais tradicional de Noronha.

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Há quem diga que o IlhaTur passa correndo pelo Sancho e fica apenas no mirante, mas no meu caso não foi assim, descemos para a praia. Esta é a de mais difícil acesso, pois trata-se da descida de uma falésia quase vertical por meio de escadas e túneis nas rochas, as quais são estreitas e com horários previamente demarcados para descidas e subidas (mão única). Quando for voltar aqui, e você VAI voltar, preste atenção nos horários, que podem ser diferentes dos da foto abaixo. Uma dica na descida das escadas é colocar sua bagagem na mão esquerda, passando por fora da escada, porque é onde tem mais espaço. Se deixar nas costas possivelmente você vai enroscar nas pedras. Os guias costumam botar horror e dizer que precisa segurar com firmeza com as duas mãos, mas não é tanto assim.

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Mas o esforço compensa. Segundo consta, esta praia foi eleita a mais bonita do mundo por vários anos. Mar calmo, poucas ondas, e se pegar em maré baixa é perfeita para flutuação com snorkel para avistamento de peixes, tartarugas, polvos e até lagostas e tubarões.

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Depois, nossa parada foi na Cacimba do Padre, que uma das praias do morro Dois Irmãos. Primeiro pedimos o almoço (no meu caso e da nossa turma já era depois das 14:00) enquanto fomos fazer a flutuação até o trecho entre os dois morros e depois indo para a Baía dos Porcos via água (durante essa travessia havia uma arraia no fundo e foi possível ver perfeitamente). Preferi voltar para a Cacimba pela pequena trilha no morro para pegar o celular e retornei para as fotos.

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Após o almoço, fomos para o norte da ilha, que compreendeu o Mirante Air France, Buraco da Raquel, Enseada dos Tubarões e Caieiras, porém sem acesso à água. Essa é a parte mais “chata” do passeio, mas é bonita e informativa.

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O final foi no Mirante Forte Boldró, que estava lotado (sempre está nesse horário), porém chegamos quase tarde demais, e além disso havia uma faixa de nuvens bem no horizonte que impediu o avistamento do por do sol completo.

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Por tudo isso, para quem nunca foi à ilha, esse passeio é recomendadíssimo para definir suas praias preferidas (apesar de não passar em todas) e saber como chegar lá depois.

Valor: 150,00 pela Reservas Noronha

Passeio Barco VIP

Existem dois passeios de barco (que eu fiquei sabendo): o chamado “tradicional”, que faz a ilha de ponta a ponta mas não tem o PlanaSub nem o churrasquinho a bordo (não sem se tem paradas para banho), e o outro (VIP), que é mais curto mas tem os acessórios inclusos. Acabei fazendo o segundo, que também sai do Porto mas vai somente até o Dois Irmãos, onde no início já é possível avistar centenas de golfinhos acompanhando o barco.

Na continuação, ele passa pela Caverna do Leão, que é uma série de fendas na rocha por onde a água do mar entra e sopra o ar para fora, fazendo um barulhão. É curioso.

Depois, navegação e contemplação até os Dois Irmãos, com uma pausa por lá e retorno às proximidades do Porto, onde começa o PlanaSub.

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Esse passeio vale a pena por causa disso, pois ele também é vendido à parte em algumas agências e chega a custar o valor deste passeio todo! Trata-se de algo que só existe em Noronha: pequenas pranchas amarradas ao barco as quais você fica segurando, sendo rebocado pelo barco, e na horizontal, com uso do snorkel e máscara, é possível avistar uma grande variedade de vida marinha, como tartarugas, tubarões, polvos e também um navio e um tanque de guerra naufragados. Eventualmente, golfinhos podem reaparecer aqui e te acompanhar no passeio, fazendo seu ruído característico debaixo d’água e tornando a experiência inigualável. No meu caso em particular, já que varia de pessoa para pessoa e da posição que você estiver, eu vi duas tartarugas e passeei junto com alguns golfinhos por um tempo.

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Enquanto isso, o churrasquinho vai saindo. Assim que acaba o PlanaSub, o passeio acaba no Porto com flutuação liberada por mais algum tempo, onde também tem muita vida marinha a ser observada.

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É importante lembrar que o início deste passeio é no Porto, e lá tem uma loja de aluguel de equipamentos de mergulho se você precisar antes de embarcar (máscara/snorkel, colete, etc).

Valor: 130,00 pela Reservas Noronha (somente passeio, sem equipamentos)

Flutuação

Os lugares mais recomendados para flutuação, pelo que soube, são o Porto, Sancho, Cacimba do Padre/Porcos e Sueste. Informe-se sobre a tábua de marés e sobre o swell, porque dependendo do caso a água vai estar “mexida” e a visibilidade fica comprometida. Há outros pontos para flutuação, mas fazem parte de trilhas que devem ser agendadas com antecedência e acompanhadas por guias. No meu caso, eu fiz a Pontinha/Caieiras, com flutuação na Pontinha (a da Caieiras não deu porque a maré estava muito baixa). Nesses locais, por serem piscinas naturais muito rasas protegidas por lei, é obrigatório a utilização de coletes, que geralmente você pode alugar no PIC antes de sair.

Praias

Praias boas para contemplação e banho de mar tradicional são as “urbanas” (Cachorro, Meio e Conceição). As mais distantes (Boldró, Americano, Bode, Cacimba e Porcos) geralmente têm faixa de areia reduzida e costumam ser usadas mesmo para flutuação (apesar do Americano e Bode serem quase desertas e boas para contemplação). Recomendo a Sueste durante quase todo o dia se você quiser ver alguns tubarões pequenos na flor da água, no raso, passando perto de suas pernas, fugindo dos maiores e também caçando peixes pequenos (fique tranquilo, eles não atacam, os casos ditos pelos guias geralmente envolvem um ataque involuntário dos humanos antes – por isso foi proibido o “pau de selfie” em Noronha). Para ver o nascer do Sol/Lua, qualquer lugar no norte da ilha serve (Air France, por exemplo), e para o por do sol, o melhor de todos é o Mirante do Boldró (com vista para os Dois Irmãos), mas no norte da ilha também é bom, assim como quase qualquer praia com acesso ao mar de dentro, até mesmo no começo da Trilha Costa Azul.

Algumas praias têm bares com guarda-sol na areia e outras facilidades, porém saiba que a maioria cobra uma consumação mínima para permanecer por lá. No caso do bar que tem na praia do Cachorro, foi 50,00, mas o valor pode chegar a 200,00 ou mais, como no caso das tendas do Bar do Meio. Claro que a taxa não é obrigatória se você ficar apenas na praia e não usufruir dos serviços dos bares.

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Mergulho com cilindro

Acabei não fazendo esse por dois motivos: a agência na qual agendei os dois passeios que fiz fechou um preço muito bom para esses dois, porém o mergulho estava muito caro. Uma prima minha foi para Noronha dois meses antes e conseguiu por bem menos, por isso deixei para depois, e mais tarde descobri que devido a um swell vários mergulhos foram cancelados, então deixei quieto. Como não fiz, não posso afirmar nada, exceto experiências de outros, que giram em torno da visibilidade fantástica (quando dá sorte), um problema com relação ao local do mergulho, que parece que só se sabe na hora que vai sair (depende de maré, etc), ou seja, você não escolhe, e questões com desconforto e sensibilidade térmica que vão de pessoa para pessoa.

Trilhas

Se você agendou alguma trilha na chegada, não esqueça do dia e hora e vá ao ponto de encontro previamente combinado. No meu caso, era bem perto da pousada, na Vila do Trinta, entrada para Atalaia, então fui à pé, para fazer a trilha da Pontinha/Caieiras. Foi necessário alugar um colete, pois sem ele você não entra nas piscinas naturais, que são bem rasas, e a devolução foi na chegada do outro lado, perto do único posto de gasolina da ilha. Após alguma caminhada no mato, uma trilha costeando as falésias e barrancos até a Pontinha, depois mais um pouco até a descida para uma piscina natural. Depois, uma trilha enorme costeando o morro do Francês por baixo, em meio a pedras soltas, até chegar em Caieiras, onde não rolou a outra piscina natural porque a maré estava baixíssima. Importante informar aqui que a Pontinha é o local mais à direita que você vai conseguir chegar à pé na ilha, ou seja, é a localização acessível via terrestre de menor longitude de todo o Brasil!

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Há também outras trilhas que não requerem guia nem agendamento, como por exemplo a trilha dos Golfinhos, que fiz no terceiro dia; ela sai do PIC Sancho e segue pela esquerda, passando pelo Mirante dos Golfinhos (com sorte você vai ve-los lá embaixo – eu vi, porém, segundo informações, desde 2018 eles não têm ido mais lá com tanta frequência e preferido acompanhar os barcos no Porto) e voltando para o Mirante Dois Irmãos.

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Você pode aproveitar essa trilha, ir bem cedo (o parque abre às 06:30) e já descer para o Sancho aproveitar a manhã por lá. Como eu fui para fazer trilha e não levei traje de banho, o que fiz foi esticar até o Leão à pé, descer até a praia e ir até o final, onde se formam algumas piscinas naturais.

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Depois fiz ainda a trilha que leva à Ponta do Caracas e uma vista sensacional.

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Aproveitei e já fiz a trilha Forte São Joaquim do Sueste, que inclui o Mirante do Sueste e uma vista invertida para a praia do Sueste e várias ilhas da região.

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Na volta passei no Sueste porque era perto, mas como estava sem traje de banho voltei no primeiro ônibus para a pousada. O trecho todo compreendeu 12,5Km, segundo levantei pelo Maps.

Infra-estrutura – o outro lado do paraíso

Não é nenhuma brincadeira quando se diz que estando em Noronha você está literalmente “ilhado”. Ocorre que a ilha é um distrito de Pernambuco e fica a 545Km de Recife e a 360Km de Natal, não possui água doce natural e nenhuma forma de geração de energia elétrica sustentável. Passageiros, sejam turistas ou moradores, chegam e saem da ilha apenas via aéreo (Gol ou Azul, atualmente, exceto autoridades, forças armadas e celebridades, que podem vir de avião próprio), e mantimentos levam 3 dias para chegar via navio se vierem de Recife ou 2 dias se vierem de Natal. A água potável da ilha é dessalinizada em um processo que atualmente ainda é caro, e distribuída às pousadas e estabelecimentos via caminhões pipa, e a energia é gerada e compartilhada via geradores movidos a diesel (bem ecológico, não?), exceto raras casas e estabelecimentos com painéis solares. Embalagens plásticas como sacolas e garrafas com menos de 500ml são proibidos na ilha. Mesmo árvores frutíferas comuns não se dão muito bem lá porque a ilha é essencialmente de pedra vulcânica, as raízes não se desenvolvem muito e por isso nenhuma fruta, exceto coco, banana e limão, nascem por lá e têm que ser trazidas junto com os mantimentos. Existe apenas 1 posto de combustíveis na ilha, e o preço é quase proibitivo (quase 7,00 o litro da gasolina em 15/09/2019). Veículos novos podem entrar apenas quando um dá baixa (quebra definitivamente ou é devolvido ao continente), e a licença para trafegar é caríssima, por isso os buggys de aluguel andam em sua maioria em péssimas condições, pois não há peças para troca a pronta entrega com facilidade. Mesmo as casas de moradores da região não passam de barracos, pois o milheiro de tijolos por lá pode chegar ao valor de 3mil reais. As pousadas são em sua maioria de celebridades do continente ou de moradores que aumentaram suas posses para abrigar turistas. Não há criação de animais para abate, exceto algumas famílias que criam galinhas, cabras e vacas para subsistência, e por isso toda a carne da ilha tem que vir junto com os mantimentos, em containers refrigerados para suportar a viagem sem estragar.

Por tudo isso, é de se esperar que as coisas na ilha sejam caras, e são. O restaurante mais barato que encontrei foi o Valdênio, que serve a la carte e tem os preços mais módicos que vi por lá (ainda assim, a conta não sai por menos de 50,00 por pessoa). Parece que o São Miguel tem um buffet por Kg que não é caro, e há alguns outros com preço módico segundo eu soube, mas não conheci. Na maioria dos restaurantes “normais” ou mais top, as refeições giram em torno de 150,00 o casal. Uma água de 500ml em um bar de praia chega a custar 10,00, e uma Heineken long neck 15,00 (uma Original de 600ml sai a 24,00). Um hamburguer no São Miguel à noite me custou pouco mais de 70,00 com bebida. Uma pizza na Na Moita, uma das mais famosas da ilha, saiu por 140,00 para 3 pessoas, com bebida. Meu almoço do último dia foi no Varanda, que é perto da pousada, e um prato individual deu 120,00. A ilha possui vários mercados, onde o preço é mais acessível, mas ainda assim quase o dobro do equivalente no continente, e a variedade é pequena. A vantagem é que a maioria das pousadas possui um frigobar vazio que você pode completar com esses itens adquiridos no mercado e depois levar para as trilhas ou praias à vontade, principalmente água, sucos e lanches.

O deslocamento em geral pode ser feito à pé, dependendo de sua localização; de ônibus, que custa 5,00 o trecho e sai do Porto indo até o Sueste pela BR363, passando pela Vila do Trinta, Vila dos Remédios (centro), ICMBio e Aeroporto; ou de táxi, que tem um valor fixo por trecho (não é por bandeirada). Prefira táxi se estiver em galera para rachar, porque dificilmente vai sair por menos de 30,00. Claro que você pode alugar um buggy e torcer para ele não te deixar na mão, mas a regalia não sai por menos de 200,00 a diária dos mais bichados e 300,00 os melhorzinhos, fora o combustível, ou então uma bike, porém o estado das estradas secundárias e os altos e baixos da ilha não são compatíveis com a qualidade das bikes que vi por lá, e também não vi o valor do aluguel. Parece que tem aluguel de motos e bikes elétricas, mas não fui atrás disso. A única via realmente asfaltada é a BR que corta a ilha, em estado preocupante, o restante é de rua de terra mesmo, exceto vias na Vila dos Remédios, que ou são asfaltadas ou são “pavimentadas” com pedras grandes lisas.

A internet da ilha não é das melhores, mas também não é péssima. Minha experiência foi com a Oi, que em alguma áreas deu 3G, mas o pessoal que encontrei estava usando bem todas as outras, na medida do possível, exceto em alguns lugares da ilha que não dá sinal nenhum. As pousadas geralmente possuem wi-fi grátis, mas a qualidade da internet fixa deles é pior que a das operadoras de celular (pelo menos na minha era, tentei usar no começo mas desisti).

Após as 18:30 a ilha já fica escura, apesar de ter uma iluminação pública razoável, e algumas praias ainda estão abertas, todas do mar de dentro. Não cheguei a ver, mas na lua cheia me parece possível passear nessas praias com certa facilidade. Há também várias opções de gastronomia e “baladas”, especialmente na Vila dos Remédios, que é o que seria o “centro” da ilha. O Bar do Cachorro muda de “bar” para “balada” às 21:00, quando passa a cobrar entrada, desativa o uso de copos de vidro passa a funcionar no esquema de fichas (antes das 21:00 é um restaurante normal, onde uma refeição variada para 5 pessoas com 3 vinhos fechou em 750,00). Quando saí de lá já era 22:30 e ia começar um forró, mas não fiquei para ver.

Conforme já foi informado, o aeroporto é um ovo e mal cabe a quantidade de pessoas que se aglomera por lá quando chegam as aeronaves, principalmente no domingo, quando são 3 voos da Azul e 1 da Gol com diferença de menos de 1 hora cada um no período da tarde. Ao ir embora você vai precisar primeiro despachar sua bagagem na companhia aérea, depois fazer o checkout da taxa usando o ticket que foi fornecido na chegada (eu disse que ia ser útil), e só então passar pelo Raio-X para ir à sala de embarque. Por isso, evite filas e chegue cedo, pelo menos 1 hora antes do voo.

Por tudo isso, você fica se perguntando para onde vai a tal da TPA, já que o valor não é nada desprezível e o fluxo de pessoas em Noronha é bem razoável também. Acontece que Noronha não é um estado independente, nem tampouco uma cidade, então a taxa vai direto para os cofres do estado de Pernambuco e se “mistura” ao resto do orçamento, ficando o retorno por conta dos nossos caros governantes, e aí já viu… o que é uma pena, pois é um consenso entre os guias, moradores e turistas que essa taxa deveria ser retornada para a ilha de forma integral, ou até mais.

Há que se fazer um registro positivo sobre a segurança da ilha. Nem parece Brasil. Você pode andar de boa pela ilha com mil reais no bolso e celulares de última geração mesmo à noite, ou tranquilamente deixar sua mochila (fechada) e acessórios em algum canto de qualquer praia e ir se divertir sem olhar para trás, mesmo estando sozinho, que a chance de você voltar e estar tudo como você deixou beiram os 100%. Claro, não facilite com celulares, câmeras, carteiras e óculos caros em cima das mesas de bares ou à beira-mar, não pague para ver (os guias contam casos de iPhones, bolsas e outros objetos furtados – e alguns turistas malandros acabando suas estadias mais cedo e indo parar no presídio de Recife). Eu mesmo vi uma moça sendo abordada por um garçom perto do bar do Cachorro dizendo que descobriram quem havia surrupiado seus óculos (a maioria dos estabelecimentos tem câmeras internas e com imagens de rápido acesso). Não há flanelinhas nem vendedores de nenhum tipo de mercadoria nas praias, então você fica bem à vontade. Isso tudo é explicado de certa forma pela educação dos poucos moradores e também pela quase impossibilidade da entrada de drogas na ilha, já que (quase?) nada que entra na ilha passa sem fiscalização da Marinha, Aeronáutica ou Polícia Federal. Além disso, ficar bêbado na ilha e sair por aí fazendo loucuras é difícil, uma vez que as bebidas custam horrores.

Dicas

Sempre que possível e/ou estiver em pouca gente, use o ônibus. Geralmente passa de meia em meia hora (quando um não quebra…) e raramente está cheio; quando está, provavelmente o motorista não vai conseguir te cobrar e você viaja de graça (moradores sempre viajam de graça, então não estranhe uma galera entrando sem pagar, ou entrando pela porta de trás). A exceção talvez seja o Sancho, onde o PIC fica longe da BR e você vai ter que caminhar uns 10 minutos em estrada de chão para chegar, e depois ainda enfrentar a descida e a subida de volta nas escadarias. Se estiver no Trinta como eu estive, o Porto é fácil de ir, mas a volta é uma mega subida. O acesso à praia do Cachorro fica no centro (Vila dos Remédios), porém é uma grande descida na ida (e subida na volta), mas dela você tem fácil acesso à praia do Meio e da Conceição, então aproveite para conhecer as três.

A diária de cada peça de equipamento para alugar na ilha é em geral 10,00 (colete, snorkel/máscara e nadadeiras), ou seja, o kit todo sai por 30,00, lembrando que eventualmente você precisa devolve-lo de onde tirou, e nem todas as lojas ficam abertas até tarde. Se você for do tipo que gosta de flutuação, traga seu snorkel e máscara de casa, a partir de 80,00 você consegue um kit simples nas Centauro ou Decathlon da vida e vão fazer você economizar um pouco, servindo para outros passeios em outros locais. Se você é do tipo que tem um certo medo/trauma de água como eu, fique tranquilo e NÃO alugue o colete: não precisa. Vai por mim. A água do mar vai fazer você flutuar um pouco, mesmo sem dar pé no fundo, e o snorkel não vai deixar você sem ar, então pode ir de boa sem colete (só não entre em pânico na água). Nadadeira então nem se fala, quem não tem prática vai ficar se batendo e ela mais vai atrapalhar do que ajudar; basta fazer os movimentos de nado normal (crawl, submerso ou qualquer outro que não faça muito barulho para não espantar demais os peixes), na horizontal com o snorkel bem posicionado que você não vai ter problemas e não vai gastar nada com equipamentos. Se você não sabe nadar MESMO, procure na internet vídeos a respeito, os movimentos são bem simples, e com o snorkel você não corre praticamente nenhum risco em Noronha.

A Sueste é legal para mergulhar, mas pelo que percebi é bom apenas no período da manhã. Talvez por isso ela fecha às 16:00, mais cedo que as outras. Como já comentei antes, a praia do Leão dizem ser a mais perigosa de todas, então não se arrisque e fique no raso. Já a conexão entre a Cacimba e a Porcos pode ser feita a nado apenas usando snorkel e máscara com a maré baixa, pois é bem tranquila, e não requer guia. Não cheguei a visitar a Boldró, Americano e Bode por uma questão de logística e erro de estratégia. O Porto também é bom para mergulho, mas é bom consultar as marés e o swell, pois pode estar bem mexido e prejudicar a visibilidade.

Se eu puder opinar sobre a melhor quantidade de dias para ficar em Noronha, sem dúvida esse número gira entre 5 e 10. Menos que 5 dias você vai aproveitar pouco (exceto se já foi à ilha outras vezes), mais que 10 dias vai ficar muito caro, principalmente a TPA, que sobe drasticamente após esse tempo. 10 dias também é a validade da carteirinha, então se você ficar mais que isso vai ter que renovar para mais 10. Além disso, com muito tempo na ilha você pode enjoar e ficar sem ter o que fazer, a não ser que seja um entusiasta em flutuação/mergulho e queira mais dias para ter mais chance de pegar um bom tempo.

Aqui seguem alguns telefones e links úteis, lembrando que o DDD da ilha é 81:

Site oficial para pagar o boleto da TPA

Viaje na Viagem – Guia de atividades em Noronha

Viaje na Viagem – Guia prático

Pousada Ares de Noronha – Booking

Pousada Ares de Noronha – Página oficial

Central de Táxi: 81 3619-1314 (estando na ilha, eventualmente você pode pegar o contato direto do whatsapp dos taxistas conversando com eles, mas o preço não muda)

Taxista Neto: 81 99902-1134

Reservas Noronha (Gal): 81 8137-2115 (IlhaTur, passeio de barco, mergulhos, etc)

Guia Galego (do meu IlhaTur): 41 9999-8821 (sim, DDD 41 porque é de Curitiba – só não diga que quer um guincho que ele fica pistola kkkk)

Guia Renato: 81 99598-4307 (acompanhou minha prima 2 meses atrás)

Se você quiser ver todas as fotos e vídeos que tirei durante minha estadia em Noronha, você pode clicar aqui para abrir uma página do Google Drive onde depositei os arquivos originais e sem marcas d’água.

Enfim, aqui termina mais uma resenha, espero que tenha sido útil. Deixe suas perguntas e comentários abaixo se achar pertinente.

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Resenha sobre Fernando de Noronha- de 10/09/2019 a 15/09/2019 – prévia

FN-previaComo tenho dito aqui nas últimas postagens, não quero transformar isso aqui em um blog político nem naqueles de memes, então a quantidade de postagens tem sido bem reduzida, porém o que vai para o ar acredito que seja de qualidade e com certo nível de utilidade pública. Portanto, está em andamento a resenha sobre Fernando de Noronha, viagem que fiz agora na semana passada que vai contar com aquela estrutura de tópicos que vocês já conhecem por aqui, porém ainda preciso separar as fotos, reduzir, colocar marca d’água, editar os vídeos, subir no youtube, fazer o texto, enfim, talvez ainda leve uns dias.

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Cervejas artesanais – correções práticas – parte 2

Brasão Família MachnaO tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa, e desde a última postagem de correção sobre as brassagens, láááá no final de 2015, que você pode conferir clicando aqui, já se passaram quase 70 brassagens, passando por quase todos os tipos de cerveja imagináveis, incluindo 3 RIS, várias IPAs, stouts, weiss/hop weiss, sour, gose, etc., e é claro que o tempo é o melhor professor. Com isso, modificamos sensivelmente vários aspectos das brassagens, que você confere nesta postagem de hoje.

Estrutura

Uma estrutura metálica de 3 níveis foi desenvolvida para utilizar a ação da gravidade para as trasfegas, especialmente durante as fases de lavagem e trasfega propriamente dita, sendo que sob cada uma delas foi colocado um suporte para um fogareiro, facilitando também a fervura e o aquecimento da água nos diversos estágios da brassagem. Essa estrutura é nem tão facilmente desmontável para ser levada a qualquer lugar, o que permitiu uma brassagem “remota” lá em casa de uma “Session RIS” na presença de vários amigos enquanto rolava um churrasco regado a muita cerveja artesanal que foi muito bacana.

Estrutura

Equipamentos

Foi aqui que ocorreu a maior parte das alterações no decorrer do tempo, pois pouco sobrou do que tínhamos no começo, a exceção das panelas menores de alumínio, que ainda estão em perfeito estado, e alguns baldes de fermentação menores.

Foram adquiridas diversas mangueiras de silicone e engates rápidos para facilitar as conexões durante a brassagem, que ajudaram bastante na rapidez e qualidade dos encaixes entre as panelas, além de suportar as altas temperaturas sem deixar gosto.

No lugar do fogão da cozinha da primeira postagem e dos fogareiros “comuns” da segunda, agora estamos utilizando 3 fogareiros do tipo comumente conhecido como “caga-fogo”, que são extremamente eficientes, produzindo muito calor com pouco gás. Extremamente recomendado!

Fogareiro

Também foram adquiridas panelas maiores de 60 litros para as brassagens com mais insumos, especialmente as RIS (Russian Imperial Stout), nas quais é comum usar mais de 12Kg de malte, o que faz com que o volume total incluindo malte e água ultrapasse fácil os 40 litros para uma brassagem de cerca de 20l final. Bom informar também que o custo das panelas inox tem reduzido sensivelmente, e talvez para o cervejeiro iniciante que planeje ficar um bom tempo fazendo cerveja seja ideal começar com uma inox ao invés das de alumínio.

Um refratômetro também foi adquirido para facilitar a visualização das OGs e FGs no lugar do densímetro, pois ele dá resultados instantâneos com baixíssima taxa de erro, apesar do custo, que é um dos mais elevados para o cervejeiro caseiro de panela, perdendo apenas para o chiller de placa. Apenas um detalhe: não o deixe cair na panela de fervura porque pode derreter componentes internos e danificar seu aparelho 😐

Refratômetro

Uma medida de respeito (FG 1.102)

O termômetro permanece o mesmo, digital com haste metálica, que é o ideal por apresentar leitura mais rápida que o comum de mercúrio, usado sempre na medição da água de lavagem e da saída do mosto.

Falando em mosto, um chiller de placa também foi adquirido nesse meio tempo, o que acelerou a brassagem em mais 1 hora, pois a troca térmica dele é melhor ainda que a do chiller metálico, e não requer uma manutenção muito complexa (basta passar uma água quente limpa entre a entrada e saída do mosto após a brassagem para eliminar qualquer vestígio de malte). É talvez o equipamento mais caro, mas compensa pela agilidade se você planejar fazer cerveja por muito tempo.

Chiller de placa

A fermentação está atualmente sendo feita em uma geladeira com temperatura controlada por termostato, na qual cabem 2 baldes simultaneamente se for o caso. Um balde fermentador vertical maior também foi adquirido para caber dentro da geladeira sem tocar nas portas e suportar brassagens maiores. Em um deles também foi feito um poço térmico externo para permitir a medição da temperatura do balde sem precisar mergulhar o termômetro no líquido, comprometendo a vedação do mesmo.

Termostato digital

Processos

Ultimamente, por aqui (Curitiba), algumas lojas que vendem malte já o entregam moído da maneira que você desejar, inclusive já misturado prontinho para sua receita, então a etapa de moagem do malte não tem sido mais utilizada por nós, o que economiza um tempo razoável. Falando em malte, os custos deste insumo caíram bastante devido à fabricação nacional de alguns tipos, barateando as receitas em coisa de 20% ou até mais.

Uma das maiores modificações aqui foi a etapa de lavagem, aproveitando a estrutura metálica em 3 níveis. No lugar das bombas de máquina de lavar, conexões e escumadeiras, estamos utilizando agora uma panela de pressão que ia ser jogada fora, na qual foram feitos vários furos embaixo, que além da robustez permite devolver a água sobre o malte sem espalha-lo muito e sem o problema de entupimento, de forma mais rápida que com a escumadeira.

Com chiller de placa, agora basta colocar gelo em um balde com água na parte superior da estrutura metálica, o balde com o mosto quente na segunda, o chiller em um nível paralelo aos baldes de recepção e o balde fermentador e o balde que vai receber a água no nível do chão, abrir as torneiras e esperar a gravidade fazer todo o trabalho. Em 20 minutos ou menos o mosto já está pronto para receber a levedura.

Falando em levedura, diferente do informado no post anterior, o starter mostrou-se a forma mais prática e eficiente de inocular as leveduras, sem falar no aproveitamento e reprodução das células que pode ser feita várias vezes com a lama gerada na última brassagem, usando um equipamento que envolve um ímã de HD, outro ímã em formato de pílula, uma ventoinha de PC e um erlenmeyer, chamado “agitador”, que foi feito em casa por mim e está sendo utilizado desde 2016.

Carcaça do agitador, em testes na bancada

Outra modificação foi na fermentação, que como já foi dito está sendo feita agora em geladeira com temperatura controlada, pois algumas cervejas exigem rampas triplas ou quádruplas de temperatura, fora outras com dry-hopping que exigem até mais.

Falando em dry-hopping, no último post foi citado que ele não interferiu muito no aroma final da cerveja. Definitivamente estávamos no começo da produção, pois agora, com quase 80 brassagens, podemos afirmar que o dry-hopping, se for bem feito e com os lúpulos corretos, muda sim o aroma final, vide nossa “Punk IPA” coletiva feita lá em casa uns 2 anos atrás que teve adição de muito lúpulo de aroma após a fermentação que foi definitivo para a experiência final.

Espero que este post tenha sido útil, qualquer dúvida pode deixar no campo de comentários abaixo, lembrando ainda que a página da Machna Beer no Facebook também está disponível para você curtir e ficar em dia com o mundo cervejeiro.

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Sorria, você está sendo manipulado

Como eu havia dito algumas postagens atrás, não quero transformar esse espaço em um blog político, mas tem certas coisas que simplesmente não posso deixar passar…

Um exemplo clássico é as pesquisas eleitorais. Se você que está lendo essa postagem confia nelas, tudo bem, mas depois de ver esses números que tenho para mostrar, aposto que vai ficar com a pulga atrás da orelha.

Trata-se das últimas pesquisas de intenção de voto para presidente, governador e senador divulgadas pelo Ibope entre os dias 03 e 06 de Outubro, sendo o grosso dos números vindo desse último dia, faltando 2 dias para a votação do primeiro turno. Fiz uma comparação geral dos resultados reais da eleição de 08/10 com esses números das últimas pesquisas, considerando os votos válidos e a margem de erro (2 ou 3%, informado em cada tabela), marcando em vermelho os erros para mais e para menos dos resultados que extrapolaram essa margem em até 5 pontos percentuais, e também marcando em roxo os resultados que extrapolaram 5 pontos percentuais. Constam abaixo a pesquisa para presidente geral, presidente por estado, governadores e senadores. Todos os números vieram de levantamentos oficiais divulgados pelo portal G1 e facilmente obtidos pesquisando no Google.

Vamos aos fatos (considerações finais ao final do post – clique na imagem para ver em tamanho maior):

PRESIDENTE

GOVERNADOR

SENADOR

Como eu ia dizendo, comparando os números e considerando a margem de erro (2%), o Ibope errou para a presidência 5,03% para menos os votos para Bolsonaro e 4,28% para menos para Haddad, isso a 2 dias do pleito.
Considerando os estados (27), para a presidência, acertou na margem de erro APENAS no Rio Grande do Norte (3,7%), errando em TODOS os outros estados, fora da margem de erro em até 5% em 6 deles (22,22%) e fora da margem de erro acima de 5% em 20 (74%).
Para governador, considerando os 4 candidatos mais bem colocados (em alguns casos mais devido a alterações bruscas), acertou na margem de erro em 3 (11,11%), fora da margem de erro em até 5% em 7 deles (25,93%) e fora da margem de erro acima de 5% em um ou mais candidatos em 17 (61,96%).
Para senador, considerando os 4 candidatos mais bem colocados (em alguns casos mais devido a alterações bruscas), não acertou NENHUM na margem de erro, fora da margem de erro em até 5% em 7 deles (25,93%) e fora da margem de erro acima de 5% em um ou mais candidatos em 20 (74,07%).

Como eu ouvi de algum jornalista na segunda-feira após as eleições, não é possível que o brasileiro seja tão esquizofrênico que de um dia para o outro resolva mudar seu voto de maneira tão brusca como se vê nos números acima.

Aí eu pergunto a vocês, leitores: ainda dá para acreditar em pesquisas?

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Como fazer um filtro solar caseiro para telescópio

Sei que faz tempo que não escrevo nada aqui no blog, por diversos motivos que não vêm ao caso, então resolvi fazer esse post para complementar algumas informações que postei no grupo Equipamentos Astronônicos do Facebook a respeito de um filtro solar para telescópio que resolvi montar devido ao trânsito de Mercúrio que vai acontecer em Novembro de 2019.

Enfim, quem me conhece sabe que curto muito astronomia, mas só ano passado que consegui, digamos assim, “levantar fundos” para adquirir um telescópio. Sem entrar no mérito de marca, modelo e tamanho (isso fica talvez para outra postagem), adquiri em Setembro de 2017 um SkyWatcher dobsoniano 1200×150:

tele

Depois de várias noites observando astros em geral, incluindo a maioria dos planetas (até Mercúrio), e estudando o assunto, descobri que em 11 de Novembro de 2019 haverá o próximo Trânsito de Mercúrio, que consiste em um “eclipse” do planeta sobre o Sol (maiores informações na página). Para observar um evento desses é necessário um telescópio, já que o planeta é muito pequeno e não é visível sem aumento, e também um filtro solar (não aqueles de passar na pele, um filtro para o telescópio), já que a observação direta do Sol pode causar cegueira e danos no equipamento. Aconselho fortemente ler as informações deste link, que é um ótimo guia sobre o que NÃO fazer no que diz respeito à observação do Sol.

DICA: Não subestime as informações contidas nesse guia acima! A observação do Sol é uma das práticas mais críticas relacionadas à astronomia e pode (MESMO) trazer sérios danos à sua saúde e ao seu equipamento! Se duvidar, veja este vídeo e imagine o que poderia acontecer ao seu olho!

Ocorre que um filtro desses, pronto, é relativamente caro (pelo menos para os meus padrões), então pensei porque compra-lo porque não compra-lo em fazer o meu próprio. Primeiro tinha que ver se valia a pena, então, com informações dos participantes do grupo do Facebook resolvi colocar a mão na massa.

Primeiro, a escolha do filtro adequado. Como você já leu no link acima sobre os cuidados que deve ter ao observar o Sol, nada de radiografias, disquetes e outros materiais “gambiarra”. Existem alguns tipos de filtro indicados para essa aplicação, mas vou considerar aqui apenas dois: os Baader, que deixam o Sol com uma coloração esbranquiçada, e os Thousand Oaks, que deixam mais amarelada. Optei pelo Baader, porque pelo que li ele deixa a cor mais natural (branco), pois o astro emite em todo o espectro visível, mas o alaranjado mais proeminente que vemos do Sol é provocado por um efeito chamado “espalhamento” na atmosfera e a forma como enxergamos as cores. Devido à abertura do meu tele, adquiri uma folha de 175mm na loja virtual Tellescopio, a R$105,00 a folha, fora o frete. Fui muito bem atendido e o produto chegou rapidinho. O tamanho da folha foi definido pela abertura do tele, mas você pode optar por folhas menores ou maiores dependendo da abertura do seu, ou então fazer um filtro com o buraco central menor, vai do gosto e do bolso.

Depois, a decisão de como montar a estrutura. Existem diversos tutoriais em vídeo na internet dando dicas de várias opções de montagens, a maioria usando bases de papelão ou cartolina. Sempre achei os resultados meio “instáveis”, ou seja, um aspecto meio “mole” e de fácil deterioração (quem já pegou uma folha de Baader na mão sabe como o material é fino e fácil de rasgar), então optei por uma montagem mais resistente. Um dos membros do grupo, o Marcelo, de Brasília, que inclusive me ajudou bastante na escolha e na compra do meu tele, sugeriu usar uma “fôrma de pizza” metálica para a base devido a um caso de sucesso de um amigo dele, mas como não achei nada próximo por aqui (no caso dele era um tele com abertura menor), acabei encontrando na loja Casas do Pedro aqui em Curitiba uma fôrma de alumínio com fundo removível de 200mm que aparentemen te iria dar certinho. Valor: R$18,00.

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OBS: o tamanho da fôrma obviamente vai variar de acordo com o diâmetro do seu tele, então opte por fôrmas com cerca de 20mm a mais que isso, pois ela vai por fora (no meu caso, o tele tem 180mm e a fôrma 200mm, deu certinho com o ajuste do EVA).

Definida a base e o filtro, parti para a implementação. Aqui estão os materiais que você vai precisar (além da fôrma e da folha de filtro, é claro):

– Um pedaço de papelão reforçado do tamanho da abertura interna da fôrma;
– Uma tira de EVA com uns 20mm de espessura (talvez mais, talvez menos, dependendo do seu tele e da fôrma que você conseguir);
– Tinta spray preto fosco;
– Cola de bastão;
– Fita adesiva larga;
– Estilete, tesoura, etc.;
– Super Bonder ou algo que o valha.

E o passo-a-passo da fabricação:

– Primeiro, pinte a parte interna da fôrma com um spray preto fosco (sim, aquele dos pichadores). Não esqueça de proteger a parte externa com fita adesiva para não “rebocar” a parte de fora!

– Depois, corte um círculo do papelão reforçado no diâmetro da parte interna da fôrma e faça um buraco redondo no meio, no diâmetro da abertura do buraco da fôrma (este papelão vai servir para reforçar a fixação do filtro na fôrma depois). Esse buraco interno também vai depender da sua opção do tamanho da folha do filtro. Aproveite para pintar um dos lados do papelão também de preto fosco.

– Meu tele tem 180mm no lado de fora, e como a fôrma tem 200mm iria ficar uma folga indesejada. Para isso, usei o EVA de 20mm de espessura que comprei em uma casa de sapateiros (é para ter em qualquer loja de sapateiros ou de couro) e cortei com uns 20mm de largura para colocar na borda interna e servir de “cinta”. O comprimento vai ser o perímetro da parte interna da fôrma, que você pode medir com uma daquelas trenas maleáveis (já que você vai ter que medir por dentro da fôrma) ou calcular com a seguinte fórmula:

PI X D

onde PI é a constante do círculo (mais ou menos 3,14) e D é o diâmetro da parte interna da fôrma. Então, digamos que o diâmetro da sua fôrma seja 180mm, o comprimento da tira de EVA será de 3,14 X 180, ou seja, 565,2mm, ou mais ou menos 57cm. Para não arriscar perder material, corte um pouco maior (tipo 60cm) e vá diminuindo até encaixar no círculo da parte interna.

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– Coloque o EVA na borda do conjunto e tente encaixar no tubo do telescópio, ainda sem colar nada, para ver se a medida deu certo:

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OBS: caso a espessura do EVA seja muito grande e tenha entrado com dificuldade, é só ir “desbastando” o material para ele ir afinando. Se ficar muito folgado será necessário adquirir um EVA mais grosso, colar “camadas” sobrepostas, ou uma fôrma menor. Lembre-se que a ideia aqui é que o filtro entre “justo” no tubo, não pode ficar muito folgado a ponto de ele cair ou ficar torto durante a operação, e nem tão apertado que ele entre com muita dificuldade e com o tempo solte a tira de EVA.

– Agora, usando o estilete, corte as bordas do papel filtro para que ele caiba no diâmetro entre o buraco e a parede da fôrma e use a cola bastão para colá-lo na parte interna:

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ATENÇÃO: como dito anteriormente, o filtro é extremamente fino, manipule-o com muito cuidado para não rasgar ou criar microfuros que poderão inutiliza-lo! De preferência use luvas para não engordurar a folha, porque limpar depois vai ser bem difícil…

OBS: Se você fizer certinho, e dependendo do tamanho da folha que você comprou e da quantidade que sobrou, as pontas podem ser usadas depois para fazer um “microfiltro” para você colocar na buscadora, ou até mesmo fazer um “óculos de eclipse”!

– Em seguida, passe mais cola bastão ou super bonder em toda a borda interna da fôrma e cole o papelão com a parte preta para cima, e depois passe uma camada generosa de super bonder no EVA e rapidamente cole-o rente à borda superior interna da fôrma para finalizar:

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– Com isso, está pronto o filtro!

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Como eu disse antes, dependendo da quantidade de filtro que sobrar do recorte das bordas, você pode fazer um microfiltro para a buscadora. É só recortar um pedaço de EVA no tamanho do diâmetro interno da abertura da buscadora, fazer um furo no meio (pode ser da metade do diâmetro total), colar um pedacinho de filtro sobre um dos lados e depois outro pedaço de papelão com o mesmo diâmetro do buraco do EVA por cima de tudo, e voilá:

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O aspecto final do telescópio ficou assim:

IMG_20180827_163959

Foto do microfiltro para a buscadora colocado:

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OBS: Depois de pronto que eu reparei que poderia ter feito o microfiltro para ser colocado na FRENTE da buscadora, e não atrás. Se você tiver material, prefira colocar na frente.

Esta é a foto que tirei do Sol com celular direto na ocular de 25mm imediatamente após ter terminado e colocado o filtro:

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Infelizmente no dia não tinham muitas manchas solares, mas na imagem original dá para ver uma pequena mancha no sudoeste do Sol.

Após a operação, lembre-se de remove-lo com cuidado do tele e guarda-lo em um lugar seguro, seco, fechado, escuro e sem nada encostando no filtro, dessa forma ele vai durar muito tempo.

Espero que este tutorial tenha sido útil, nem que seja para usar algumas ideias para fazer o seu próprio. Não custa reforçar: NUNCA olhe diretamente para o Sol, muito menos usando o telescópío, sem usar filtros adequados!

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Resenha sobre os Lençóis Maranhenses- de 19/03/2018 a 23/03/2018

capaSegue aqui no Boxixo mais uma resenha, desta vez da viagem que fiz aos Lençóis Maranhenses entre os dias 19 e 23/03/2018. Como sempre, o texto está organizado por tópicos: organização, hospedagem, passeios e infra-estrutura.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa!

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Organização

A ideia de ir para os Lençóis veio de recentes viagens que fiz a trabalho a São Luiz do Maranhão, pois o pessoal com quem trabalho já conhece a região há muitos anos, fizeram o passeio e recomendaram positivamente. Ainda assim, antes de mais nada pesquisei o local e vi que existe uma época recomendada para viajar para lá, que é entre Abril e Setembro, após a temporada de chuvas (Janeiro a Março) e antes da temporada de seca (Outubro a Dezembro). Segundo consta, na temporada de chuvas os lençóis ainda não se encheram completamente, e na de seca a possibilidade de não haver nenhum lençol visível (exceto os dois perenes) é grande e a experiência pode ser prejudicada. O mês recomendado é Agosto, porém entre Junho e Setembro os valores por lá costumam ser bem maiores que em outras épocas, e por isso preferi ir agora em Março.

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Ernest Cline – Jogador Número 1, sem as partes chatas

Jogador Número 1

Faz algum tempo que escrevi um resumo completo do livro acima mencionado, desde a época deste post aqui de 2016, mas devido ao tempo e outros compromissos fui adiando sua divulgação aqui.

Agora, com o lançamento do filme tendo acontecido na semana passada, resolvi colocar aqui para ajudar no entendimento do filme e comparação com a versão original.

Como sempre, o resumo segue a ordem normal do livro, incluindo os nomes dos capítulos, mantendo apenas partes realmente importantes e um detalhe ou outro sobre a trilha sonora ou referências à cultura POP dos anos 80, que são muitas e estão espalhadas no livro todo.

Você pode acessar o resumo clicando aqui ou na imagem que ilustra o post.

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Revistas de eletrônica

Esses dias estava eu revirando meus alfarrábios que restaram do tempo do CEFET (pra quem não sabe, fiz eletrônica nesta instituição entre 1990 e 1994) e achei minhas revistas de eletrônica da época, com diversos projetos que montei e a maioria não funcionou, então lembrei de um transmissor de FM que montei nessa época, esse funcionou bem e inclusive operei a rádio por um tempo, mas não achei o circuito nas revistas, o que significa que, em um tempo em que não existia internet (não da forma como é hoje), eu devo ter emprestado alguma outra revista de alguém que não me lembro quem, copiado o projeto e devolvido.

Então pensei porque compra-lo porque não compra-lo: será que aquelas revistas existem hoje em alguma versão PDF? Ao procurar pelos nomes das revistas (Bê a Bá da Eletrônica, Divirta-se com a Eletrônica, ABC da Eletrônica, Aprendendo e Praticando Eletrônica, etc.), não é que achei um blog que contém nada mais nada menos que TODAS as edições de TODAS essas revistas? Aí eu fui pra galera… só que com tanto material fica impraticável procurar uma por uma pelo circuito, então ainda não achei, mas resolvi fazer esse post para divulgar essa preciosa informação dos meus tempos de adolescente…

Segue abaixo os links dos posts do Blog do Picco referenciando diretamente as edições das revistas. É necessário baixar uma por uma por se tratarem de PDFs separados, com cerca de 15M cada um (média):

Bê a Bá da Eletrônica

ABC da Eletrônica

Aprendendo e Praticando Eletrônica (APE)

Divirta-se com a Eletrônica (DCE)

Existem várias outras revistas no blog do cara (várias mesmo), então divirtam-se!

Revistas de eletrônica

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Mea Culpa

Bom, depois de 3 meses sem nenhum post, queria primeiro desejar um feliz 2018 a todos (como o Natal já passou faz tempo não faz sentido desejar feliz Natal kkk) e dizer que o blog não morreu, mas é aquela história que já comentei por aqui: prefiro ficar sem postar nada do que ficar postando coisas repetidas ou transformar isso aqui em um blog político, já que o que mais tem aparecido em minha timeline no face ultimamente é política…

Enfim, um ótimo 2018 a todos, e que esse seja um ano de reviravoltas nesse país que está feio de ver…

Na sequência já sai o primeiro post de 2018 de verdade 🙂

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